Poemas, frases e mensagens de HugoDiasMarduk

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de HugoDiasMarduk

A miséria não é na pobreza, mas no vazio da maldade dentro de um coração.

Reflexão I http://hugodiasmarduk.blogspot.pt/

Aura perdida

 
Como um deserto,
o que eu sou,
num vazio que caiu,
até que minha alma me deixou.

Ao invés das coisas,
tudo que necessitava chorar,
como um poço seco, que levou
as lágrimas, de tanto amar.

Amando como uma aura,
belo como o crepúsculo
no final do dia,
vivendo um purgatório vivo,
após uma luta perdida.
 
Aura perdida

Cidade nos céus

 
Uma cidade nos céus,
dentro da escuridão que prevalece,
na música do silêncio,
com as estrelas que dança,
ao ritmo das mudanças da lua,
até ao nascer do sol,
de cor amarela e nua.
 
Cidade nos céus

Sonhadores do silencio

 
O seu vazio como o meu,
vem destes dias
... Os dias de glória,
esperando que o mundo possa voltar,
como jardins, em flores brancas numa hipotermia,
construindo o nosso cemitério,
de navios congelados.
E no primeiro dia de sol,
apenas ficaremos na presença do brilho na terra,
onde estamos caindo, como um anjo mau,
nesta vida uma vez perdida.
Agora que corremos para esta inevitável queda.
e quando o título atingir as nossas casas,
e quando as suas mãos estiver nas minhas,
será como as trevas a temer a luz,
e no dia que cada um encontrar a sua vida perdida,
será quando...
Que cada um irá descobrir, que somos todos sonhadores,
a permanecer no meio do silêncio.
 
Sonhadores do silencio

Saudade de ser menino

 
Nostalgia de ser menino,
deste medo de voltar a retomar o passado,
graças poderei dar, a esta vida que me envolve,
que apenas sonhando as lembranças,
se pode viver mais que uma única vez,
relembrando aquele medo, que fez de mim ser forte,
daquela dor fazendo me uma ferida.

Neste meu coração melancólico,
fechando me nas portas do amor,
refugiando me nas abas do ódio,
permanecendo na janela da saudade.
 
Saudade de ser menino

Dentro de nós, dentro de mim

 
Esta dor distante,
dentro de um dia, saindo para outro,
num monumento de tristeza,
nos olhos que queima para a cegueira.

Que ao longo de um caminho,
de cada figura,
que nasce o amor para criar o ódio
... A nostalgia, para criar o silêncio,
em tudo que se desbota serenidade.

Nestes dias vazios,
cinza da descendência,
que proclama a chuva,
num aposento para a nossa alma,
abraçando o desespero no gelo da melancolia.

Sangrando as mãos,
na memória de ser menino,
abaixo da fria luz da lua,
aquecendo o vazio sobre a luz do Sol,
ascendentes sem palavras,
falando em gestos invisíveis,
chorando o sofrimento,
pelo mundo que criamos dentro de nós.
 
Dentro de nós, dentro de mim

Romanticismo traçado

 
Eu não sou um romântico,
para oferecer flores,
eu não sou um romântico,
para oferecer jantar à luz de velas.

Sim, eu sou romântico,
em sentimentos.
Não existe ninguém, que possa desfrutar do amor,
de igual forma do meu desfrutar?

Com carinho, com um beijo,
com um abraço, com passeios à beira mar,
e poder olhar nos teus olhos,
e que possas olhar nos meus olhos,
e poder te dizer, amo te.

E sem querer ouvir, a palavra de volta,
mas, querer sentir teus lábios nos meus,
as tuas mãos, com suavidade em meu pescoço,
querer poder tocar no teu peito,
e sentir teu coração, ouvir nas batidas do silencio,
a palavra, eu amo-te.

Eu quero que me ligues,
a toda à hora, quando não estiver por perto,
ouvir te perguntar... Que fazes, onde estás, como estás?
Quero que ignores as flores,
que troques um jantar à luz de velas,
por todas as nossas noites abraçados,
e nos amar, em igualdade para sempre,

com a verdade.

http://hugodiasmarduk.blogspot.pt/201 ... romanticismo-tracado.html Sentidos de um lobo em algo no torno de nada do grito no luminoso negro do universo
 
Romanticismo traçado

Poema de dizer adeus

 
Neste poema de dizer adeus,
que matei a mim próprio
antes do fim de todas as coisas,
perdido como um fantasma
na sombra da noite,
em que a luz de outrora se esqueceu
de mim,
que foi desaparecendo como o falso Deus,
reflectindo o final desta poltrona da miséria
... Para deitar através da minha visão,
nas velhas cinzas sopradas ao vento,
sob as pedras das marcas em que deixo,
como um templo de deformação
num livro de mistérios,
cuspindo em cada página,
um estilo ardente de esperança,
das lágrimas que foram deixadas,
guardadas num vazo de cicatrizes,
revendo na minha voz numa musica de fantasma,
ao lado de um desejo
na morte em obsessão.
 
Poema de dizer adeus

Vale que foi paraíso

 
Do Sol um vale que foi o paraíso,
da Lua que foi feita num deserto,
e chamada de paz,
nas viagens livres, nas memórias dos dias.
E dos lobos que ficaram escondidos,
prometeram aquelas palavras,
além dos corredores do céu,
caçando as sombras entre a rama,
na noite chuvosa, que caiu por toda a semana.
Do vento que causou o silêncio,
à consciência de nós todos,
na reflexão e ecos que nunca se moveram,
açucarando nossos lábios,
encarnados no nosso corpo nu,
que pelas estrelas morreram.
 
Vale que foi paraíso

Sonhador do amor cintilante

 
Descrevo a tua pele,
ocultada ao pecado emocional,
numa bela flor que se deslumbrou,
neste receoso poder carnal.

Beijas a minha dócil alma,
cegas o meu olhar em tua pérola,
aqueces os meus lábios,
com teu poder de rasgar a minha auréola.

Desejas o que eu desejo,
nisto é tudo o que nós temos,
envolvidos nesta paixão,
até ao dia que nos perdemos..

Em papel que imagino,
cada curvatura do teu rosto,
em letras que descrevo todo o teu corpo,
e juntei este paraíso num conto.

A timidez fixada em tuas bochechas,
foi arte em meus braços,
entrelaçados sobre a nossa obra,
recriada pelo nosso cansaço.

A palavra amor é tão forte,
nesta idiotice de uma ilusão,
mas quando nos amamos,
sentimos no mais profundo do coração.

Amar e ser amado,
é a necessidade de qualquer vivo,
saber amar e ser amado,
é uma ignorância que em nos sobrevive.

O meu maior medo foi acordar,
e no despertar tudo se ir embora,
o fim desta emoção,
morrer em algum minuto em alguma hora.

Sou apenas um sonhador,
morrendo na carência da noite,
suspirando a tua imagem,
deslumbrando um amor cintilante.
 
Sonhador do amor cintilante

Fogo ancestral

 
Experimentando os nossos sonhos,
sempre que se desperta,
para algo que nunca muda
... O estilão do sol a forma da lua,
o fumo das nuvens do fogo ancestral,
como uma ciência oculta
na reverência do mar,
à vida que nos colidiu.

Deste declínio da desgraça,
alargando um degrau para o caminho
dos deuses, que estão partilhando
a escuridão para nós mesmos,
para terminar o nosso apocalíptico
do templo da morte.

Longe do coração
na carência da noite,
da turbulência das 1000 formas
num círculo vicioso
da verdadeira história,
da solidão à coleção das lágrimas,
dentro de uma jarra,
em que se jogou fora.

Degradando,
quando a luz vai para baixo,
imaginando uma cova rasa,
para deixar o suspiro
da minha voz,
e enterrar o desespero
da alma.
 
Fogo ancestral

Quero ser homem seu, seu homem ser quero [1]

 
Sabes toda a minha história?
O meu templo do passado, e todos aqueles momentos,
desde o primeiro dia em que nasci
... Amor meu, meu amor, foi desta vinda que me perdi.

De uma vida passada em vazio,
em pratos partidos fugindo à minha realidade,
desde dos meus primeiros passos da verdade...
... Querida minha, minha querida, contigo partilho a minha liberdade.

E pouco falando, deixando as lembranças,
revivendo este presente, sem pensar no futuro,
que perdido neste jardim estou, de rosas em amor por você
... Doçura minha, minha doçura, a seu lado me deixa nascer.

Quero que saibas, que gostaria de oferecer te um anel,
para tentar falar as minhas palavras, por que,
não sei como te dizer, e não sei a maneira como te contar
... Rosa minha, minha rosa, sente meu coração a falar.

Você é a minha alma que reencontrei,
o meu sorriso que eu já tinha esquecido,
e como sei que pouco romântico te escrevo
... Paixão minha, minha paixão, este é meu jeito de me expressar.

Amor meu, meu amor
... Querida minha, minha querida
... Doçura minha, minha doçura
... Rosa minha, minha rosa
... Paixão minha, minha paixão.

Meu coração explode por você,
meu sangue necessita juntar com o seu,
para nosso jardim crescer, nossas raízes criar...
... Quero ser homem seu, seu homem ser quero.

E que seja a seu jeito, apenas me ame, e comigo aceite casar.

SP.ka
 
Quero ser homem seu, seu homem ser quero [1]

Reflexo da Lua

 
Não será o belo da luz solar,
entre o crepúsculo
...Não será outras mais estrelas,
a brilhar na escuridão
...Não será o céu azul,
para sorrisos de verão
...Nada será inigualável,
à tua serenidade e compreensão.

És a voz do desabafo, a resposta no silêncio,
que me conduz à razão.
 
Reflexo da Lua

Pele que envelhece, coração que permanece

 
Esta minha pele que envelhece,
nesta cara que você pode ver,
pelos tempos que passam
a mais uma idade que alcanço,
em todo o tempo que passarás a meu lado,
por todo o abraço que poderemos dar,
por todo o beijo que podemos sentir,
este homem, este teu homem, velho
... Cansado, talvez até transtornado,
mas, dentro desta casca que se vai enrugando,
viverá sempre uma estátua, não de pedra,
feita de sangue, feita de carne, uma bomba sem hora.
Aqui dentro escondido, aqui dentro apertado,
de igual forma este coração meu, permanecerá,
e cada vez mais forte,
pelo nosso amor, pelo meu amor,
até ao fim e mesmo para eternidade viverá.
 
Pele que envelhece, coração que permanece

Melancólico acaso, de uma visão que nos leva

 
No fim de cada coisa um destino que nos guiou,
por uma vida de ódio, mas sempre
ouve alguém que nos amou,
à quem uma vida de amor viveu
assim como alguém que os odiou.

Irresistivelmente não poderíamos ser neutros?
Somos uma decisão de alguma coisa,
a duvida numa crença, religiões que chamaram de cultura...
E os artistas que esculpiram esculturas?

Um sentido transmitido como um melancólico acaso,
de uma visão que nos leva.

Das pinturas que nos foi escritas,
escritas que nos foi desenhadas,
as chuvas que a poeira acentuou
... ou então um pó que se assentou!

Que importa a nossa confusão?
Que importa se basta saber o que temos em nossa mão?

Se um analfabético ignorante que sou,
eu posso escrever, e um poeta tentar ser,
criando poesias sobre que penso.
até mesmo do que vivi...
Assim chego e mostro o meu dom sem medo,
também cada um de nós poderemos mostrar,
a sabedoria escondida em vosso desejo.

Antes deste final que nos vai chegar,
e não termos uma vida desejada,
mal vivida e mal desfrutada,
e depois ser apenas rejeitada.
 
Melancólico acaso, de uma visão que nos leva

Poderia ser...

 
Poderia ser o vento,
a bater em suas portas,
mas sou um nada dentro,
de paredes geladas,
me escondendo, me refugiando,
por uma fechadura,
destas paisagens do meu quarto,
neste silencio que eu falo,
não à vida, não à melancolia que dura.

Com isto sempre que aprendo,
que as palavras são comuns,
resguardadas dentro da realidade da tristeza,
tapando um facto que é a felicidade,
tão certo como um prato vazio,
em cima de uma mesa.
 
Poderia ser...

Inverno desta melodia

 
Inverno, inverno desta melodia,
deixa me, que me encontro onde eu me perco,
baladas que bate, neste tempo que pára,
embalado sobre este rio invisível, glorioso
gloria gloriosa, onde te encontras
que me deixas destruir aos poucos,
dor por dor, sofrimento por sofrimento,
esta ligação para sempre muita mais que eterna.
Em pedras que atiramos, sobre seres que não tocamos,
para onde vamos caindo sobre rochas insuportáveis,
um detalhe que nunca se deve esquecer,
lembrando onde escondemos, antes de um julgamento,
pior que ser julgado é quando se julga...
Pior que a maldade, é quando se comete a tal crueldade,
tocando na inocência onde ela deveria ser intocável.
Certamente que poderá vir a maior guerra, ou tempestade,
jamais no que é inocento será morto, muito menos tentado,
na nobreza de um coração, para um respeito que será respeitado.

Traduzir
Winter, winter in this melody,
let me, which I find myself where I lose myself,
ballads that beats, in this time that stops,
packaged under this invisible river, glorious
glory glorious, where it find,
that let me destroy to bit by bit,
pain by pain, suffering by suffering,
this connection for always much more than eternal.
In stones that we thrown, to beings we do not touch,
where we go falling upon rocks unbearable,
a detail that we can't never forget,
remembering where we hide, before of a judgement,
worse than being judged is when we judge...
Worse than evil is when if commit to such cruelty,
touching in the innocence where she must be untouchable.
Certainly it could come the greatest war, or storm
never in the inocense could be killed, much less tempted
in the loyalty of a heart for a respect that will be respected.
 
Inverno desta melodia

Toca-me longe

 
Toca-me longe como a luz solar,
abraça-me com as 4 jornadas
do vento, juntando a carne
dos nossos olhos,
construindo uma paisagem,
no espelho das nossas almas.
 
Toca-me longe

Dança céltica no ar salgado

 
Fui devorado pela luz do dia,
ficando perplexo quando iluminado,
à deriva na luz da noite,
apresentando uma dança céltica,
para o cósmico que observa,
encantado fiquei,
no encanto das estrelas,
lá, no mais profundo
da minha imaginação,
naquele canto do céu,
cada uma que brilhava,
e assim cantei uma música,
que não sei,
o nome a lírica a nota,
permanecendo num coro,
alcançado sobre o ondulado do mar.
Ouvi o eco, vindo nas ondas,
deslumbrei me com aquela
tonalidade inigualável,
som das baleias,
nesta pureza mais dócil,
deitando sobre o manto da areia,
sentido os deuses encadeando a espiritualidade,
em que nada é mais constante,
que respirar este ar salgado.
 
Dança céltica no ar salgado

Fallen Voices - Templo de Luxúrias

 
 
Teu templo de luxurias,
criações eternas,
de revoltas em controlo,
descontrolado amassado,
para esmagar os corações que se ama,
caindo designado para uma ida,
acariciando apenas a tua carne.
...Carne sem espiritualismo,
o derradeiro... condenado,
à profundeza... Mais pura,
mais pura da escuridão.

Deuses das estrelas,
deusas do escuro que as rodeia,
atingem este ser,
com a vossa força,
para derrubar esta melancolia,
esta tristeza que me abraça,
este fantasma que me destrói,
esta sombra que me atormenta.

Silencio da noite,
que me perturba, que me paralisa,
enche me de agua,
do vosso sereno luar,
e deixe que dos meus olhos,
saia estas aguas,
aguas que me possam limpar,
este sangue dentro de mim,
costurando esta ferida incurável.

Derradeira alma que estás perdida,
e sem destino e preocupação,
você segue o caminho,
por onde deixas te a minha alma...
Desolada... Desalojada,
presa nestas raízes,
até eu...
Passar a ser nada.
Deste nada que vou sofrendo,
pelos meus erros,
pelos erros da humanidade,
que apenas sou uma alma,
uma alma solitária.

Où est la fin ? La fin de cette histoire ?
La toute dernière fin ? Où est la fin du livre ?

Fallen Voices :
Radek - Vocalista e todos instrumentos

Convidos:
Hugo Dias Marduk (EU) - A letra (poema) e voz falada
Liza - Coro
G. Targe - Piano
===
"Fields Of Cathartics Souls" está caíndo em 2014
===
"Demo 2014" Physical Album lançado em 12 julho de 2014 e disponível para encomenda! Para mais informações, consulte
http://www.rigorismprod.ru/
===

Fallen Voices :
https://www.facebook.com/FallenVoices...
http://fallenvoices.bandcamp.com/
===
 
Fallen Voices - Templo de Luxúrias

Sobre a morte e o lobo

 
Um dia a voz da morte sussurrou, baixinho dentro da mente, de um lobo solitário, acalmando o seu ouvido.

Morte - Porque me temeis? Se apenas sou o teu último pai, o dono do teu fim, o guiador da tua última porta, na última estrada, fria e escura, ao contrário destas horrendas palavras em vida, são palavras de paz, após ao meu naufrágio. Não temais o último suspiro, não sejas o juiz da tua última hora, antes de poder ser o teu último pai já sou o teu juiz desde que começas te a ter vida.

Não poderia ficar indiferente, nem ignorar que vinha de dentro, sozinho mas nunca só que lhe falou.

Lobo - Aceito que vós sois meu pai, e tudo aquilo que seja realidade, como o sol que aquece o meu medo deste dia à dia, ou o vento que sopra por baixo de mim, equilibrando nesta fragata de vida. Aquele que disse te que o temia, será uma reverência da mentira, e na revolução de uma verdade minha, desejo dar te a mão e sair desta bolha, antes de rasgar a minha folha.
 
Sobre a morte e o lobo

Hugo Dias 'Marduk'