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Poemas, frases e mensagens de Isabel.rodrigues

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Isabel.rodrigues

Onde estás minha alegria?

 
Quando o sol se deita e nasce a lua,
É nessa altura que o meu coração
É invadido pela melancolia.
Onde estás minha alegria?
Manda notícias para eu te poder encontrar,
Para eu deixar de chorar.

As noites são passadas
Acompanhadas pela tristeza e solidão.
Afinal não estou sozinha…
Tenho-as por companhia, não as vejo,
Vagueiam como fantasmas da escuridão,
Vagueiam como eu, por entre a imensidão da noite.

As sombras invadem o meu mundo,
Pasmo com o ruído do silêncio.
Quando as alvas se aproximam do meu leito,
Entram por entre as frestas, atingindo o meu olhar.
Vêm secá-lo. A noite fez os meus olhos falarem.
Brotaram lágrimas que o sol vem secar.
 
Onde estás minha alegria?

Sonho de amor

 
Cai a noite, finda o dia…
Sem sol… vem a escuridão,
que invade meu coração,
que vive na fantasia.

E continua a sonhar
Com o amor verdadeiro
Carinhoso e companheiro
Que pede …, mas sabe dar.

Não existe nesta vida
E eu anseio p`la partida
Acho que P´rá além da morte,

É lá que vou encontrar
Alguém que me saiba amar,
Anseio por essa sorte.
 
Sonho de amor

Recordações

 
Olho para o relógio... as horas passam,
O dia de trabalho está quase a terminar,
E sabe bem a casa regressar.
A casa cheia...crianças a falar...
Todas ao mesmo tempo querem contar,
Como passou o dia,
Com alegria, com brincadeiras.
E cada dia novo é uma aventura.
Recebo abraços tão cheios de ternura,
Que felicidade!
Que casa alegre!
Aqui há vida!
Todos os dias a mesma lida,
Mas eu não sinto nenhum cansaço,
No vai e vem, desembaraço...
A vida corre à minha volta.
Há alegria AMOR à solta,
Meu coração está completo,
Como recebo e dou afecto.
Sento-me um pouco,
Sinto o calor de um abraço.
E então sinto que de repente
Estou a chorar de felicidade,
E passo a mão pelo meu rosto...
Num sobressalto...
Tenho a certeza
As minhas lágrimas são de tristeza...
Pois acabara de acordar
E afinal… estava a sonhar

Mas tudo isto eu já vivi!
Tudo está no meu coração,
No cofre onde eu guardo os tesouros,
Que agora são RECORDAÇÃO

28 de Setembro de 2006
 
Recordações

Vou viver!

 
“VIVER É A COISA MAIS RARA DO MUNDO. A MAIORIA DAS PESSOAS APENAS EXISTE”
Esta frase é de Oscar Wilde...e digo-vos...

Esta pergunta fez-me reflectir...
Será que estou vivendo? Ou só existo?
Neste momento tenho a sensação de existir.
Viver? Já vivi... sem dúvida que já vivi.

Tenho vontade de ter a casa cheia, como tinha ANTES!
Quem me dera ter o que tinha ANTES!
Tenho vontade de rir como ria ANTES!
Tenho vontade de dormir tranquila, como dormia ANTES!
Tenho vontade de sonhar, como sonhava ANTES!
Tenho vontade de ver as coisas como via ANTES!

TUDO MUDOU!

Tenho uma casa cheia de solidão!
Tenho vontade de chorar, como nunca chorei ANTES!
Tenho vontade de dormir, para esquecer o que tinha ANTES!
Tenho vontade de não sonhar, com o que tinha ANTES!
Tenho vontade de esquecer o que falava ANTES!
Tenho vontade de não ver o que vejo agora!
Tenho vontade de esquecer tudo!
Às vezes tenho vontade de morrer!

Mas... depois...penso!

E os que NUNCA viveram, só existiram?
E os que NUNCA riram?
E os que NUNCA dormiram tranquilos?
E os que NUNCA sonharam?
E os que NUNCA tiveram ninguém com quem falar?
E os que nada têm para recordar?

Será que tenho motivos para me lamentar?

Porque não paro de existir e VIVO?
Porque não paro de chorar e rio?
Porque não durmo para poder sonhar?
Porque não sonho quando estou acordada?
Porque não falo?
Porque não recordo?

SE TUDO ISTO EU FIZER, TENHO A CERTEZA DE QUE DEIXO DE EXISTIR E PASSO A VIVER, COMO VIVI ANTES,
A sorrir, a sonhar, a falar, a dormir, a recordar e a VIVER!
 
Vou viver!

Chamo por ti mãe

 
Chamo por ti Oh Mãe, todos os dias,
Será que não me podes ajudar?
Não vês que sofro e que desespero...
Por neste inferno ainda continuar?

Sei que este mundo já não é o meu,
a felicidade que me estava destinada
era ser Mãe! E, essa eu já tive.
E desta vida já não espero nada.

Quem sabe numa outra existência
O meu sofrer seja compensador...
Resta-me a esperança de neste mundo ter merecido
Numa outra vida viver um grande Amor.

Por isso minha Mãe! Te peço, OUVE...
Faz-me partir p`rá além da eternidade
Pois sei que aonde estás agora
Encontrarei a verdadeira FELICIDADE.
 
Chamo por ti mãe

Onde estou?

 
Abro os olhos!
Onde estou, com quem estou?
Vou à janela… e olho o céu.
Onde estou?
Falo, ninguém responde.
Grito, ninguém reclama.
Choro, ninguém me consola.
Porquê?
O que é que eu fiz?
Vou à janela e olho para o céu, que chora…
Rolam pelo vidro as gotas de água,
Uma a uma desce pelo vidro gelado.
E o meu rosto molhado,
De quê?
Rolam pela minha face as lágrimas.
Que se confundem com as gotas de chuva.
Ambas rolam pelo vidro.
Ninguém presta atenção…
E o meu pobre coração vai sofrendo
Choro!
Olho para o céu!
Cinzento, salpicado de pontinhos pretos.
São andorinhas de partida,
Como tu.
Mas elas…. Elas voltam!
Para o ano.
Enquanto eu ando num engano.
Tu voltas?
É para quando o teu regresso?
Só isso eu peço,
 
Onde estou?

A minha infância

 
Ao cair a noite no silêncio,
Eis que ela chega ... a Melancolia,
Que me faz recordar a minha infância,
Os anos que passaram, a distância,
Que me separa desses momentos de alegria.

Uma mistura de sentimentos me invade,
Como uma adolescente em labirinto
Sinto revolta, confusão e incertezas,
Num misto de alegrias e tristezas
Nem consigo definir aquilo que sinto.

Mesmo assim gostava de voltar
A viver alguns desses momentos,
E à infância eu queria regressar,
P `ra minha vida poder recomeçar
E reviver alguns encantamentos.

Mas a vida não nos permite errar,
É impossível voltar trás no tempo,
E nas encruzilhadas desta vida
Se for preciso voltamos à partida
Para poder aniquilar o sofrimento
 
A minha infância

Sonhei contigo

 
Esta noite sonhei…
Mas fiquei a pensar… quem eras?
Senti a tua força envolvendo o meu corpo,
Num abraço que, a cada instante me leva e consome.
Tenho ainda as marcas deixadas
Pelas pegadas da vida.
Aniquilas-me a cada abraço,
Mas fico logo pronta a receber-te uma e outra vez,
Sempre…
Espelho a minha felicidade nos teus olhos,
Também brilho, mas não como tu.
Tu reflectes o brilho das estrelas, o brilho da lua.
Tu reflectes a imensidão do azul do céu.
Em ti desaparecem as aves, numa demanda de alimento,
Saciam sua fome.
Quem me dera desaparecer em ti para extinguir a minha fome.
Hoje descobri porque me fascina o mar,
Sonhei, e no meu sonho és tu quem me abraça,
É a tua força que eu sinto na minha ténue existência.
Cercas-me, a mim, areia fina.
Levas cada grão da minha vida até à exaustão,
Até me destruíres.
Sonhei! Tu eras o mar!
 
Sonhei contigo

O Pesadelo

 
Naquela madrugada ainda cedo,
Acordei, mas ainda estremunha,
Tinha a face alterada pelo medo
Do pesadelo com que fui atormentada.

Meu coração batia descompassado,
Tinha lágrimas dos olhos a brotar,
Tentava esquecer o pesadelo
E as imagens que teimavam em ficar.

Se os sonhos são o reflexo da mente,
Tenho que reconhecer que ando perdida.
No pesadelo enfrento uma tormenta
Tal como estou enfrentando em minha vida.

Num barco já meio despedaçado,
Ando à deriva e um mar revolto enfrento!
Ondas gigantes se abatem sobre mim
Tento remar contra a maré e contra o vento.

Tento esquecer e com o passo lento
Me encaminho p`rá janela devagar,
E oferecendo o meu rosto ao vento
Sinto algum alento ao respirar.

Olho p`ró céu que uma névoa encobria,
Algumas estrelas davam a despedida,
Impaciente pelo amanhecer
Para que o dia trouxesse nova vida.
 
O Pesadelo

fascínio do mar

 
Fiquei a olhar o céu todo anilado,
Naquele fim de tarde à beira mal
As ondas que chegavam a meus pés
Pareciam a areia branca querer beijar

Ao longe o sol baixinho e dourado,
Uma esteira de cor deixa ficar,
Nas ondas o reflexo do ouro
Extasiada, fico ali a olhar.

E entretanto o sol desapareceu,
E eu ali parada a meditar!
Que fascínio é este que eu tenho?
Porque sou atraída pelo mar?

É quase noite! A escuridão desceu,
Só as estrelas é que se deixam ver.
E as ondas continuam murmurando...
Falam comigo sem eu as compreender
 
fascínio do mar

Vento que passas

 
Vento que passas, de onde vens?
Diz-me por onde é que passaste...
Diz-me o que viste por favor,
Se pelas terras por onde andaste
Viste ou tocaste o meu AMOR!

Não o conheço, não sei quem é,
E por ele espera meu coração.
Enquanto só, está triste e frio,
Está chorando neste vazio,
No vale da sombra e solidão.

Olho p`ra trás, fico a pensar,
Como é que tudo aconteceu,
Outrora cheio de emoções,
Hoje só tem recordações,
Do Amor que tinha e que morreu.

O que enche agora meu coração,
E me dá alento também,
São minhas filhas e seu AMOR,
Ajudam-me a esquecer a dor
Não sou mulher, mas ainda sou MÃE.
 
Vento que passas

Gelo da noite

 
Gélidas são as noites de inverno,
E é assim que está meu coração,
Indiferente ao mundo vou ficando,
Meu coração em gelo se tornando,
Sinto-me só no meio da multidão.

Como no meio de uma encruzilhada,
Perdida sem o caminho conhecer,
Num labirinto de imagens e ideias,
De sentimentos que me envolvem como teias,
E que me apertam sem me deixar mexer.

Como de pé à beira de um abismo,
Estou vacilando e de cair tenho receio,
Quero e devo ficar sempre arreigada
Pois a razão porque esta vida me foi dada,
Só noutra vida vou saber, ISSO EU CREIO!
 
Gelo da noite

A roseira

 
Num jardim há muito abandonado,
Fora plantada num tempo já distante,
Resistia à secura, ao vento, ao sol
E persistia num florir constante.

Esta roseira que dava lindas rosas,
De um avermelhado cor de lume,
Exalavam para quem ali passava
Um agradável e delicado perfume.

Um dia porém, num vendaval,
Uma rajada de vento a arrancou,
E em plena agonia desfolhada,
Uma única rosa ali ficou.

Retirei-a do meio dos destroços,
De um muro que entretanto desabara,
Ao apanhá-la num gesto de ternura
Reparei que entretanto ela murchara.

Trouxe-a comigo, coloquei-a num vaso,
E o desejo que entretanto se arreigou
À minha esperança de não a ver morrer,
E por milagre a rosa não murchou.
 
A roseira

A vida é um livro

 
A vida é como um livro em branco
Página a página são como dia a dia,
Momentos que são linhas a escrever,
E haverá as que nos vão fazer sofrer,
Mas também com muitas folhas de alegria.

Páginas que por vezes estreitecem,
Retratando a senda desta vida,
Mas à qual permanecemos arreigados,
Apesar das batalhas que travamos
Há que ganhá-las mesmo que façam ferida.

De livro aberto como estando já no Limbo,
Ditoso aquele que seu livro pode encher,
Com páginas de cores coloridas,
Ávidos de folhas bem vividas,
E que toda a gente pode ler.

Que nunca por cada página escrita,
Haja vestígios de linhas dissolutas,
Para escrever o dia a dia, necessita
Por cada erro, sentir a alma contrita,
Virar a folha, ir novamente à luta.

Fazer um livro espesso e muito rico,
Devia ser para todos um desejo,
Página a página demonstramos a coragem,
E assim mostrar que percebemos a mensagem,
De Deus ao dar-nos este ensejo.
 
A vida é um livro

Na escuridão da noite

 
Como é possível eu não gostar da escuridão da noite?
Na noite que partiste, a escuridão veio ocupar o teu lugar. Foi na escuridão da noite que imaginei o teu corpo, o teu calor, as tuas carícias. Na escuridão ouvi o sussurro das tuas palavras doces como o mel, quentes como a carícia de um raio de sol no fim de uma tarde de Verão. A escuridão permite que a minha mente imagina a tua presença.
Não te vejo mas sinto-te.
Não te sinto mas imagino-te.
Não te imagino, sonho contigo.
Na noite tudo me é permitido. A ilusão de te ter só termina quando chega o dia. O sol aquece e ilumina o teu lugar vazio Anseio pela noite, para voltar a sonhar contigo.
Como posso não gostar da escuridão da noite se é ela que me devolve a tua existência anda que só enquanto ela permanece.
 
Na escuridão da noite