Poemas, frases e mensagens de Moreno

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Moreno

nostalgia

 
Há uma nostalgia
que ao peito assoma
no aperto vindo de mansinho.
Instala-se sem pudor
ao espaço desta saudade
na chuva que aos olhos adivinho.

Para todos, um Próspero 2010, repleto de saúde, amor, amizade e poesia...
 
nostalgia

masturbação intelectual

 
masturbou o cérebro,
incansavelmente,
ao ponto da massa encefálica
ficar em ferida,
até que,
finalmente,
se veio,
num digno pensamento
 
masturbação intelectual

manifesto anti-superioridade

 
Aviso: Caso sofra de fobia das alturas, é aconselhável a não leitura do texto que se segue.

Camaradas vítimas indefesas das gravíssimas ofensas dessa cambada de ordinários que se julga superior:

Está na hora de unir forças, nós os pobres coitadinhos, e pôr cobro a essa estirpe reles, mesquinha e sem escrúpulos que atenta contra a moral, o pudor e os bons costumes, menosprezando a nossa religiosidade e devoção à causa.

"Oprimidos unidos jamais seremos embebidos!" será o lema da liga que hoje é oficialmente constituída, denominada por Liga Protectora dos OVO's (Ofendidos, Vitimizados, Ostracizados).

Caso sofras de complexos de inferioridade, tenhas sido vítima de alguma atrocidade humana, ou simplesmente consideres que o mundo se uniu para te tramar, junta-te à OVO's. Vamos fazer uma Omelete jamais vista!

Qualquer semelhança com a realidade é pura ilusão. Se por momentos tiver vontade de voar para dentro do texto, belisque-se, não passa de um pesadelo.
 
manifesto anti-superioridade

brisa

 
Inclinou-se lentamente,
como um pendente cacho
em flor, sobre o talo.
Recolheu a luva do chão,
sentindo um olhar atrevido
pousar, sobre o generoso decote.
Prolongou o movimento de ascensão
até sentir um suspiro,
em forma de suave brisa,
afagar-lhe os seios...
 
brisa

...opiácea sombra

 
A noite jaz num sono profundo. Percorro as artérias inflamadas do nada , onde o vazio preenche a insónia que se arrasta, tipo assombração, pelas paredes caiadas do quarto. Molha-me o rosto a insípida chuva em que as nuvens se esvaem lá fora. Destila-se a saudade no alucinante ópio que habita os suspensos resquícios da memória...
 
...opiácea sombra

5 minutos efémeros

 
O relógio assinala uma da madrugada. Aqui, estendido sobre esta cama despida do teu corpo, interrogo-me sobre se já terás adormecido, sobre a alva tela do leito que te acolhe. Então, fico a contemplar a serenidade que emanas na candura desse sorriso que os teus lábios desenham durante o sono. Fascinado, penetro lentamente sob os lençóis que te vestem, aconchego o teu rosto no meu peito, deslizo delicadamente os meus dedos ao longo dos teus cabelos sedosos, sentindo o teu aroma inebriar os meus sentidos. Invade-me uma harmonia plena contigo nos meus braços, na resplandecente ternura dos nossos corpos aninhados. Sob a sinceridade etérea dum murmúrio mudo, segredo interminavelmente ao teu ouvido o quanto te amo.

O relógio já assinala as nove da manhã e a minha cama continua desprovida da tua presença física.
 
5 minutos efémeros

...dilacerado

 
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Queria aconchegar-te no calor do meu abraço...
sinto-me tão só... apenas precisava respirar-te...
Dilacerado nos escombros das horas vazias,
perdido nos labirintos deste deserto...

Até quando vou resistir?... pergunto-me...
as forças esvaem-se nas lágrimas
que escorrem no compasso
lento e inerte do tempo...

Amo-te!... é o único murmúrio
que os meus lábios secos
conseguem desenhar...

Não sei se serei capaz
apenas sei que vivo
para te Amar...
 
...dilacerado

...crepitar rubro

 
A chuva rebate na vidraça,
assobiando no vento
que trespassa
sob o limiar
da porta...

...verte-se o vinho
sobre o cristal dos copos
que convidam à degustação
do sublime néctar...

...o veludo cor de sangue dos lábios
crepita ao desejo insano que ascende
em fagulha incandescente...

...sob a alucinante libido,
entregam-se os sedentos corpos
à plena comunhão do Amor...
 
...crepitar rubro

...dilacerante espiral

 
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Rasga-se-me o peito
ao pungente bramido
em que se estilhaça
o coração...

...em que rua foi que te perdi?...

Solto um interminável gemido
como uma espiral de fumo
suspensa no vazio
que se propaga
pela noite
densa...

...respiro-te nas lágrimas em que me sangro...

Prostro-me às trevas da madrugada,
sob o ranger dilacerante do corpo,
espero o aconchego no frio adormecer...

Música - Mundo Cão

Foto - Pain by proverbios31
 
...dilacerante espiral

...suspiro-te

 
...em cada gesto que desprendes
esvoaça a subtil sensualidade...

...em cada sorriso que esboças
acendes um facho de luz em mim...

...e quando te deixo sem jeito
irradias um aroma de sedução
que me inebria por inteiro...

...como suspiro por ti, meu amor!
 
...suspiro-te

Desafio-te!

 
Esta noite tenho um desafio para ti...

...nos lábios polposos vermelho vivo
ostento uma película de chocolate belga
a derreter-se em câmara lenta...

Aceno-te na ousadia dum convite...

Será que ousas?...

...hum...

...imagino o esboço travesso do teu sorriso
ao voluptuoso porte nesse sagaz caminhar
de olhar felino, insanamente selvagem
pronta para saciar esta gula voraz...
 
Desafio-te!

dicas para ser um poeta famoso

 
Dicas para se tornar um poeta famoso:

- faça exercício, muito mesmo, até à exaustão.
(Para ser poeta é preciso suar!)

- descasque cebolas daquelas mesmo fortes, até ficar lavado em pranto.
(Poeta que é poeta, chora!)

- faça incisões pelo corpo, mas a sério, e não pequenos golpes.
(Poeta que se preze, sangra!)

- torne-se um coitadinho aos olhos da sociedade.
(Poeta que é digno, vitimiza-se!)

No caso de nenhuma das fórmulas anteriormente descritas produzir os efeitos desejados, existe sempre um último trunfo, uma espécie de ás na manga: Morra!

(Depois de morto, todo o poeta se torna famoso, ou então anda pelas bocas do povo!)

Este texto é mera ficção, alguma semelhança com a realidade é pura coincidência.
 
dicas para ser um poeta famoso

sem título

 
Rasgo o ímpeto deste pulsar no peito
nestas palavras nuas que te escrevo,
sob a lâmina cortante da saudade...

...vertem perfurantes cristais dos olhos...


Desnudo o latejar deste sentimento
no imprimir destas insanas letras,
sob a pungente dor deste vazio...


...a tinta esborratada escorre vagarosa...

Lê-me... não neste confuso borrão...
...mas na porta aberta do meu coração...
 
sem título

...o beijo

 
O sol beija em filamentos dourados as fragrantes pétalas que desabrocham imaculadas...

...etérea génese da vida...

Os teus cabelos beijam o meu rosto
emanando a suavidade inebriante
desse perfume a rosas brancas…

Contemplação...

Sublimação...

Fascínio...

Afago delicadamente cada um desses fios sedosos que se desprendem rebeldes como torrentes de águas cristalinas...

...desprendo-me do tempo no enlace dos nossos lábios...

...rios de mel escorrem no humedecer das nossas ávidas bocas...

Êxtase...

Deleite...

Eternidade...
 
...o beijo

vou contar-te um segredo...

 
Vou contar-te um segredo
daqueles que se revelam
com a eternidade suave
na melodia um murmúrio
que se desprende do âmago
e se liberta na mímica dos lábios
sob o lusco-fusco dum olhar...
-"Amo-te"!
 
vou contar-te um segredo...

Boca Profana

 
Calo subtilmente essa tua boca profana,
no atordoar de um estonteante beijo…
Bebemos o néctar desta vontade insana,
que ateia o fogo ardente deste desejo…

Rasgo impacientemente as tuas vestes,
desnudando esse teu corpo sedutor…
Mergulho nessas puras águas celestes,
possuindo todo o teu ser com vigor…

Sussurro teu nome por entre gemidos,
delirando em êxtase neste vendaval…
Emanamos suores neste mar perdidos,
emergindo na loucura do clímax total…
 
Boca Profana

osculum

 
Sob o gélido
frio da noite,
liberto o sopro
lento do desejo
que se propaga
pela atmosfera,
como etérea
espiral de fumo,
ao encontro
dos teus lábios...
 
osculum

...deito-me com as palavras

 
Este querer mais forte
que o próprio querer
apenas próprio de quem ama
aos dedos que espelham a alma
sob o silêncio etéreo da madrugada.

Está fria esta cama
mais fria que o próprio frio
que se derrama lá fora
apenas sintoma deste vazio
sob o latejar insano da alma.

Deito-me com estas palavras
que dedilho ao lusco-fusco
ainda escondido
ao despertar longínquo a horizonte.

Adormeço ao enlevo
do encanto em que me afagas
na mansidão do teu doce murmúrio.
 
...deito-me com as palavras

...véu

 
Sustenho o pulsar
no vazio da noite,
sob o véu da lua,
esvazio o peito,
no sopro dum
beijo que te
anseio dar.
 
...véu

"and the oscar goes to?"

 
Convocam-se todos os poetas, aspirantes a tal desígnio e pseudo-poetas para a tão aguardada cerimónia de gala, onde será enfaixado o poeta mais aclamado desta nobre pátria, com a devida pompa e circunstância. A todos os interessados recomenda-se vivamente que reúnam as hostes, pois o vencedor será aquele cuja ovação alcançar um maior estrondo. Além do tão esperado galardão que irá coroar o mais elevado poeta, haverá também um enfaixamento especial para aquele poeta que conseguir arrancar um maior número de lágrimas aos presentes (é permitido o uso de carpideiras). Apela-se ao recurso a todas as armas ao dispor, no sentido de angariar reconhecimento e excentricidade junto do público.

"En garde!"
 
"and the oscar goes to?"