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Carta de Amor

 
Hoje, resolvi perder algumas horas para te falar do meu amor. Aproveito estas horas cheias de nada, quando olho para todos os lados e nada vejo, a não ser sombras delineadas nas paredes brancas, e um surdo silêncio que invade a casa. Então, recordo-te, e o meu coração sente vontade de gritar bem alto todo o amor que senti, que sinto e, que continuarei a sentir, até que as forças deste meu corpo sejam destruídas pelo tempo.
Tu surgiste na minha vida, num momento especial, quando eu renascia das tormentas que abalaram a minha existência. E surgiste de repente, sem te anunciares, deixando-me vislumbrar uma possibilidade de ver novamente a luz.
Tu és como um farol no meu cais, sinalizando-me para um porto seguro, fazendo-me acreditar que a felicidade existe e que o amor é possível, mesmo quando chega no entardecer de nossa existência.
Tu és a terra, forrada de areia, onde pisei com segurança, escorreguei para me reconhecer, e a cada queda levanto-me com mais vontade de viver. Viver para ti, para uma fantasia que aponta rumo a realização de um verdadeiro amor.
Tu és um sonho que se tornou realidade. Tu és um mastro no qual eu me agarrava para me sentir seguro e és a água que lava o meu corpo, remodelando-o, enchendo-o de ânsias e de desejos.
E assim, tu chegando, como um farol no meu caminho, e eu olhando para esta luz, que vinda de ti, transformava a fantasia em realidade. E então, tornei-me forte, venci a minha fraqueza e construí na minha mente um mundo só para nós repleto de ternura, repleto de sonhos.
Seguindo, através da sinalização dessa tua doce luz, entrei no círculo da resplandecência, deixando-me envolver pelo êxtase do amor.
Nas minhas solitárias noites, depois de contigo falar de tudo e falar de nada, tu caminhas de braços estendidos, dominando o meu corpo, para realizarmos os nossos desejos, numa entrega total, sem reservas, sem pudores, e então, alcançarmos juntos o paraíso, onde tudo é belo, e o caminhar é leve no sincronizar de passos que imitam a dança, em movimentos que vão e voltam, entregam-se, rejeitam-se, para recomeçar com uma nova entrega, até atingir o delírio, quando se saboreia os dulcíssimos frutos celestiais.
Amor, é naqueles dias, ou noites, e sempre que sou feliz. Entrego-me a ti, sem questionar o amanhã e sem investigar o ontem. A felicidade está em entregar sem fazer qualquer pergunta. A felicidade é receber com a mesma alegria e ingenuidade de uma criança, que explode de alegria diante dos presentes mais singelos. E tu és o meu presente. O presente que a vida me ofereceu, como momentos, para simplesmente ser feliz.
Ser feliz é pedir pouco, e do pouco que se recebe fazer uma festa.

 
Autor
Paulo Silva
 
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