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Elos ao Silêncio

 
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Já não consigo abrir-me. Em mim não há fortalecimento; a vida? Os meus braços são pénis sem gestos, pois o silêncio desligou-mos e,
por eu não ter o alimento, destroça-me. É de noite uma noite que, e o silêncio; cola-me; a morte?
Divulga um volumoso disfarce de obstrução e, ali o silêncio, a tudo pode federar-se, – um abuso! -, e a tudo recordar-se-ia! Com rapidez avulta-se,
aí sopra em frente a sua absorvente nudez e pode tornar-se num azar ou num
dom – a sedução! -, que muito contraria!
A noite canta sombras de gelo e ausências bem cantadas, por serem vaginas
cavas os meus ouvidos, caso-me na depressão, com as baladas da quietude. Bestas acordadas e cáusticas aves pululam-se na imensidão próxima – feiura! -, e eu sufoco ao baloiçar com umas nuvens – beleza! -, para me chover, divorcio-me lá praticamente, em crer; as coisas mortais são como são sem terem de ser, frugal injustiça é somente a desafinação por estas noites; mas é igualmente gracioso!
Basta examinar todo o chistoso mundo, tudo!, e eu estou, sem muito estímulo, acordado e há quem esteja, com muita animação, dormindo.
As personagens para a escrita expõem-se, presentemente, menos ocupadas do que eu, mas, faustosamente, aquilo que escrevo – consigo e a escrever escrevo – no papel é para… esconder a erudição e os prazeres, pois que aqui estou, ao falar comigo próprio sem ruído, se a minha voz falhar… o meu cérebro entretém-se sozinho, em silêncio…, …

Texto que faz parte do meu livro Eviscerar Mistérios

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Autor: Mosath
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Mosath
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