Poemas : 

(In)consequências do lume

 




O lume que deixaste
à beira do poema

ainda procura
o corpo que o sonhou.

Há cinzas que guardam
o eco das gaivotas

como se cada asa soubesse
traduzir
o relâmpago.

Um trinado
distante
atravessa o silêncio
e instala-se no intervalo
entre duas mãos que não souberam ser eternidade.

As giestas
verdes de espanto
inclinam-se para o que não se vê.

Um sopro
talvez
ou a memória de uma luz que não se apaga.



 
Autor
idália
Autor
 
Texto
Data
Leituras
22
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
0 pontos
0
0
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Links patrocinados