Poemas : 

(In)consequências do lume

 




O lume que deixaste
à beira do poema

ainda procura
o corpo que o sonhou.

Há cinzas que guardam
o eco das gaivotas

como se cada asa soubesse
traduzir
o relâmpago.

Um trinado
distante
atravessa o silêncio
e instala-se no intervalo
entre duas mãos que não souberam ser eternidade.

As giestas
verdes de espanto
inclinam-se para o que não se vê.

Um sopro
talvez
ou a memória de uma luz que não se apaga.



 
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idália
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Enviado por Tópico
Aline Lima
Publicado: 15/08/2026 00:43  Atualizado: 15/08/2026 00:43
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 Re: (In)consequências do lumep/ idália
Querida, idália.

Fiquei nesse lugar entre o que se apagou e o que, de algum jeito, continua aceso. Talvez algumas coisas não saibam mesmo acabar por inteiro. Viram cinza, sopro, memória... e ainda assim permanecem.

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