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Crónicas : 

O encontro.

 
A luz azul e irreal do meus sonho, sombreava as dobras dos braços gorduchos da criança que chorava ... não havia som em meu sonho, não ouvia seu choro ...apenas o brilho azulado pela luz irreal das lagrimas que rolavam em sua face de querubim, a boca num bico zangado, o peito arfando pelos soluços incontidos, denunciavam o choro sentido. Estava no colo de alguém, que não distinguia sexo nem formas e outra criança idêntica ate no choro convulsivo, chegava trazida ao colo por outra entidade desconhecida como a primeira.O mesmo choro sem som, as mesmas lagrimas iluminadas, o peito arfando de suspiros idênticos. Param, depositam-nas no chão, ambas as crianças se olham, as lagrimas secam, os soluços amenizam ate morrerem em seus sorrisos iluminados, são gêmeos idênticos ate na alma. Dão-se as mãos e vão andando por uma estrada infinita que surge e se perde num horizonte de cobre, se afinando na imensidão de sua reta. Seus passos miúdos os conduzem nesta estrada, e vão diminuindo a medida que se distanciam ou se aproximam do horizonte. Ate que suas silhuetas diminutas se juntam numa só. E vai agora um só em busca do seu destino ... enfim o encontro. Carlos Said

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A luz azul e irreal do meus sonho, sombreava as dobras dos braços gorduchos da criança que chorava ... não havia som em meu sonho, não ouvia seu choro ...apenas o brilho azulado pela luz irreal das lagrimas que rolavam em sua face de querubim, a boca num bico zangado, o peito arfando pelos soluços incontidos, denunciavam o choro sentido.
Estava no colo de alguém, que não distinguia sexo nem formas e outra criança idêntica ate no choro convulsivo, chegava trazida ao colo por outra entidade desconhecida como a primeira.O mesmo choro sem som, as mesmas lagrimas iluminadas, o peito arfando de suspiros idênticos.
Param, depositam-nas no chão, ambas as crianças se olham, as lagrimas secam, os soluços amenizam ate morrerem em seus sorrisos iluminados, são gêmeos idênticos ate na alma.
Dão-se as mãos e vão andando por uma estrada infinita que surge e se perde num horizonte de cobre, se afinando na imensidão de sua reta.
Seus passos miúdos os conduzem nesta estrada, e vão diminuindo a medida que se distanciam ou se aproximam do horizonte. Ate que suas silhuetas diminutas se juntam numa só. E vai agora um só em busca do seu destino ... enfim o encontro.

Carlos Said
 
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Carlos Said
 
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 31/03/2010 16:50  Atualizado: 31/03/2010 16:50
 Re: O encontro.
Carlos,

Li com carinho e encontrei nestas palavras muita ternura na forma de descrever...
As almas Gêmeas que muitas das vezes caminham e deixam o choro se fazer, quando se encontram não precisam de palavras para expressar o entrelace dos corações...bastam o olhar e sentir...e o choro parte e a paz reina!

Amei ler-te!

Parabéns!

Abraços

Rosa