as correntes desapareceram
do olhar imaginário e as musas
dançam-me nas palmas das mãos
e ainda assim; hoje não sou de ninguém.
não quero circos a enfeitarem-me
a memória, nem quero agasalhos
a acariciarem-me o desespero
não quero palavras a cantar o berço
da maternidade. hoje não. não sou de ninguém.