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Sonetos : 

Soneto - sem - memória

 
No soturno entardecer desta tarde tão nublada
recordo os mortos que partiram em denso desconhecido,
nasce em mim uma Paz tão funda, que a dor chega calada,
ficando pela via, num percurso longo e perdido.

Paira Alma minha p'las calçadas desta Praça,
pára Coração de bater tão magoado,
cerrem olhos meus esta desgraça,
vejam meu corpo agora potrefacto!

Apodrecido p'la saudade, frio e ausente,
na penumbra tão presente,
entre as gentes tão distante ...

Apago esta memória nas palavras em Soneto,
sepulto-a velada neste ultimo terceto
e envolvo-a na mortalha dum escuso xaile preto!


Ricardo Louro

Praça do Geraldo
Évora


Ser Poeta é exilio
num pais de condenados
um tormento infinito
de mil olhos rejeitados!

Ricardo Maria Louro

 
Autor
Ricky
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