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Poemas : 

Desencontrados

 
Cá estou eu, no nosso espaço, sozinha, de alma vazia,cansada e melancólica.
Alimento o corpo mas a comida sabe a saudade e o copo de vinho a solidão... Os meus olhos lutam à espera do reencontro diário dos teus, mas a jornada começou cedo e o corpo ordena por repouso...
Estás bem, meu Bem?! Os nossos corações não se abraçam há dias?! Culpa dos relógios desencontrados injustos e austeros, das responsalididades malucas e desenfreadas e da rotina controladora...
Bebo o vinho, o sabor está alterado, falta o nosso brinde, meu bem!
Falta o teu sorriso aberto e maroto.
Falta as carícias das tuas mãos nas minhas.
Falta o nosso olhar cúmplice.
Falta os teus lábios a sussurrarem para os meus.
Faltas tu, meu amor!
Termino o néctar cor de sangue e cedo pelo meu corpo.
Aguardo o teu beijo doce e meigo murmurado nos meus lábios adormecidos. De manhã ao levantar responderei a esse beijo com igual intensidade e sentimento, meu bem:)
Amo tu!
Tua Léne:*


Léne Carreira

 
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MC_léne
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Enviado por Tópico
VónyFerreira
Publicado: 23/03/2012 15:39  Atualizado: 23/03/2012 15:39
Membro de honra
Usuário desde: 14/05/2008
Localidade: Leiria
Mensagens: 9702
 Re: Desencontrados / Lindo norinha
Nostalgicamente belo
romanticamente poético.
Beijo da (sogrinha que te adora)!
Vóny Ferreira


Enviado por Tópico
AnaMariaOliveira
Publicado: 23/03/2012 19:50  Atualizado: 23/03/2012 19:50
Super Participativo
Usuário desde: 19/06/2008
Localidade: Lisboa
Mensagens: 158
 Re: Desencontrados
GOSTEI!
TANTO QUE COMENTO COM OUTRO POEMA COM ALGUMAS SEMELHANÇAS TEMÁTICAS...


Candelabro

Na penumbra da sala risco um fósforo
Acendendo as velas que iluminam a mesa
Onde repousa um só prato um só talher
Um só cálice
Verto o líquido equilibrado e generoso
Dentro da transparência do vidro
Brindo à vida perante o achaque em dor
Exalto a existência perante o isolamento aguardado
Celebro a fé e a esperança perante o desencanto e desamor
Num ritual solitário adivinhando o rosto crispado

Beijo o cálice do enlevo mastigando o nutrimento
Para o invólucro da alma de luz cã e débil
Sinto a respiração amiga enquanto os sentidos
Degustam paladares amenos
Elevo o copo mais uma vez brindando ao arrojo
À coragem e confiança num processo que não é só meu
Mas da corrente cósmica que me açambarca neste trilho
Que percorro e me molda
Que me abraça e escraviza afastada do ninho

O candelabro sustém as velas brancas
Que escorrem lágrimas de tristeza
Acompanhadas de um silêncio sepulcral que me invade a mente
Apenas o vestido branco esvaindo-se em bordados
Desnudando as pernas me acaricia o corpo carente

Espero-te mas não vens!
Há muito que as velas se dissolveram na noite calma
Ouço a chave na porta e os teus passos até ao quarto
Mas há muito que o leito me aconchegou o corpo e a alma


Abraço
Ana Maria Oliveira


Enviado por Tópico
apsferreira
Publicado: 24/03/2012 02:41  Atualizado: 24/03/2012 02:41
Colaborador
Usuário desde: 27/12/2009
Localidade: Ponta Delgada - Açôres - Portugal
Mensagens: 1614
 Re: Desencontrados
Na doçura do amor,
a saudade. Bonito texto.
Gostei de a ler,