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Calo-me (Canto II)

 
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Calo-me (Canto II)


Calo-me diante do bêbado da esquina,
Pedinte, já querendo tomar a aguardente!
Calo-me ao ver a dor da tão doce menina
Prostituindo-se no meio daquela gente!

Calo-me diante de árvores derrubadas,
Sem ver verdes arbustos, nem lindas paisagens!
Calo-me ao ver tantas crianças maltratadas,
Sofrendo tais abusos e vis abordagens!

Calo-me diante dos roubos, corrupção...
Sem dizer um não, ou mesmo só um simples basta...
Sem dizer nada para tal lei que devasta!

Você, eu e toda nossa população,
Tem gente que ignora, que esquece e até mente...
Fingindo assim então, que nada, nada sente!...

© SOL Figueiredo
13/07/2012 – às 15:25h

 
Autor
solfigueiredo
 
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 20/07/2012 12:51  Atualizado: 20/07/2012 12:51
 Re: Calo-me (Canto II)
Calou fundo em mim a sua mensagem. Tudo o que está ao nosso redor e que diminui a dignidade humana, viola direitos, devasta o meio-ambiente, aí temos uma parcela de responsabilidade.
Mesmo doído, valeu o canto.

Bj,

Sandra.