Escrevo este Poema como afago:
urzes plantadas em Roseirais
regados por lágrimas que afasto
levadas por vendavais!
Ái! E pudera eu fazer dessas Rosas um jardim,
mas são só o testemunho
dum desengano sem-fim
debitado p'lo meu punho!
E porque elas sempre murcham no meu peito ...
... são Rosas meu Amor, são Rosas ... falsas Rosas!
Pétalas que vão, pétalas que ficam, secas no meu leito!
E os espinhos?! Esses que o Amor também tem?!
Eles deixam-nos sangrando, separados,
longe, distantes, num Eterno-desdém ...
Ricardo Louro
na baía de Sines
Ricardo Maria Louro