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Poemas : 

Ressaca

 
Acordei cheia de sede
Ainda nem tinha acordado
Na noite havia uma rede
E muito peixe assado

Meus olhos ficaram inchados
Não há espelho que me tente
Com calores e afogueados
Nada eu bebi de aguardente

Bebi muito do que havia
Tropecei em gente gira
Meti a galhofa em dia
O pior é o amanhecer da birra

Talvez um copo ou outro
Ai, calor, não há quem aguente
Sorrir faz bem, dizia o ostro
Deveras o ostro era outra gente

Nada tente desta festa
Meia terra está afogueada
De manhã já nada se sustenta
Só os foguetes da largada


Cristina Pinheiro Moita /Mim/


Cristina Pinheiro Moita /Mim/

 
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mim
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Enviado por Tópico
Migueljaco
Publicado: 07/07/2013 14:34  Atualizado: 07/07/2013 14:34
Colaborador
Usuário desde: 23/06/2011
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Mensagens: 9304
 Re: Resaca
Bom dia MIM, seus versos possuem uma melodia deliciosa, e narram uma cena de inquietações vividas pela sua personagem, diante dos fatos que a incomodam, Parabéns pelo seu contagiante poema, eu te desejo um lindo domingo, MJ.

Enviado por Tópico
martisns
Publicado: 07/07/2013 20:57  Atualizado: 07/07/2013 20:57
Colaborador
Usuário desde: 13/07/2010
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Mensagens: 29310
 Re: Resaca
O beber momentos que na bebida encontramos o nosso ser, NELA SE AFOGAMOS PARA ALGO EAQUECER.

Enviado por Tópico
sarcopio
Publicado: 07/07/2013 22:11  Atualizado: 07/07/2013 22:11
Da casa!
Usuário desde: 21/03/2013
Localidade:
Mensagens: 388
 Re: Resaca
"resaca" ?? "cede"? meldeus........



Enviado por Tópico
pedrobito
Publicado: 08/07/2013 00:46  Atualizado: 08/07/2013 00:47
Luso de Ouro
Usuário desde: 13/01/2009
Localidade: Leiria
Mensagens: 200
 Re: Ressaca
Mim, este poema lembrou-me desta música:



Gostei do poema!
Cumps,
Pedro Domingues