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Poemas -> Introspecção : 

Flutualidade

 

mas se não foi dado
asas ao homem,
foi-lhe entregue a leveza d’alma
pra alçar voos
em distintos céus.
por dentro de si
voa
investindo em próprio universo
onde estrelas mapeiam
territórios com suas
complexas atmosferas onde
ego e amor
se permutam e
até trocam inúmeras
vezes, de faces.
após mil voltas no
próprio entorno
pra lampiar trevas
do medo,
confisca tesouros
e outras bugigangas sentimentais para
pendurar em instantes
tolos
prescritos por
seus malandros desejos,
incrustando-os
na diáfana liberdade
de se fazer majestade
com a extensa envergadura
dos sonhos...
essas incansáveis asas
que o tempo só apara
quando o céu
de dentro do homem,
apaga.



poesia; minha palavra preferida

 
Autor
MarySSantos
 
Texto
Data
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712
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Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
55 pontos
13
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4
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Enviado por Tópico
Robertojun
Publicado: 13/08/2014 22:16  Atualizado: 13/08/2014 22:16
Colaborador
Usuário desde: 31/01/2014
Localidade: São Paulo
Mensagens: 2188
 Re: Flutualidade
Olá, MarySSantos!

Passando para ler o poema.
Amei ter lido.

Parabéns!

Abraço,
Roberto Jun


Enviado por Tópico
Odairjsilva
Publicado: 13/08/2014 22:17  Atualizado: 13/08/2014 22:17
Membro de honra
Usuário desde: 18/06/2010
Localidade: Cáceres, MT
Mensagens: 2615
 Re: Flutualidade
Que beleza! Uma introspecção que nos leva a entender a grandeza do sentimento que temos na alma. Lindo poema.


Enviado por Tópico
Jovina
Publicado: 13/08/2014 22:28  Atualizado: 13/08/2014 22:28
Colaborador
Usuário desde: 23/09/2012
Localidade: Salvador
Mensagens: 538
 Re: Flutualidade
Cara poeta,
Seu poema nos lembram que em nós habitam
muitas coisas boas.
Como sempre um belíssimo texto
Jovina

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 14/08/2014 13:39  Atualizado: 14/08/2014 13:39
 Re: Flutualidade
*UAU!
Esse foi lá para os meus tesouros! Para ler e reler.

*tateei meu coração por dentro. ele ainda bate, mesmo que o compasso da ondulação das minhas asas é lento, limitado e extremamente ingênuo...

Beijoka*


Enviado por Tópico
F.Duarte
Publicado: 15/08/2014 07:34  Atualizado: 15/08/2014 07:34
Da casa!
Usuário desde: 17/10/2012
Localidade: foz do Rio Tejo
Mensagens: 338
 Re: Flutualidade
,já nem sei, ou desejo saber.

,opróbrios desgarrados quais anjos que esvoaçam
pelas rajadas do vento norte, desfazendo asas,
quais pássaros loucos

desfazendo sonhos que se arrastam,
vagarosamente, até adamastores escondidos. "Após mil voltas na lua,
terra musa pra voejo,
plana confiscando tesouros
prescritos por seus desejos". Belo Poetisa Maria. Obrigado.



Enviado por Tópico
Manufernandes
Publicado: 22/08/2014 17:05  Atualizado: 22/08/2014 17:05
Subscritor
Usuário desde: 09/12/2013
Localidade: Lisboa
Mensagens: 3853
 Re: Flutualidade
Amiga MarySSantos
É mais que um poema!
"...com a extensa envergadura
dos sonhos,
essas incansáveis asas
que o tempo só apara
quando o céu,
de dentro do homem,
apaga."

Final perfeito!
fico a pensar...

Parabéns Poetisa!


Enviado por Tópico
Luizfeliperezende
Publicado: 16/04/2018 19:32  Atualizado: 16/04/2018 19:32
Super Participativo
Usuário desde: 04/11/2017
Localidade:
Mensagens: 178
 Re: Flutualidade
Bela viagem aos paraísos
interiores.
E também deparando
com "bugigangas sentimentais" (ótima essa).
De fato, só não pode apagar o "céu de dentro".