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Poemas -> Reflexão : 

Para ti, que me lês

 

Sou servo das palavras
que se aconchegam no alvo papel
inerte sobre a mesa!

São letras após letras
embaladas por enredo coreográfico
de emoções e desejos,
que dançam docemente em estrofes
vestidas de pétalas de versos,
em ritmo de metáforas
abraçadas a afectuosas rimas,
ou no livre rodopiar
pela pista do poema inventado!

…E as palavras que se escusavam
tornam-se atrevidas,
sorrindo em ousada volúpia
e acariciadas pelas minhas mãos,
deixam-se inebriar por perfume de êxtase!

Já não são minhas estas palavras
que de mim se soltaram rebeldes
e se entregaram a ti…

Sim….
Tu que agora me lês,
escuta aquelas letras
emaranhadas em poesia
pois elas são tuas…

Faz delas o teu sentir
serão tudo que tu quiseres…
podem ser o desabafo da tua alma
ou a ânsia de um amor desejado,
mas jamais serão minhas…
Perdia-as exactamente no instante
em que fizeste delas o teu querer
e pensaste teu, este poema
criado especialmente para ti.

José Carlos Moutinho

 
Autor
zemoutinho
 
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 11/12/2014 15:07  Atualizado: 11/12/2014 15:07
 Re: Para ti, que me lês
E como isto é simples, meu Deus! Porquê, eu próprio poderia ter escrito este livro! Porquê, de facto, porquê é que eu próprio não escrevi este livro!
escreveste tu...sim tu, que me lês

Fiodor Dostoievski,