Poemas -> Reflexão : 

Poema que nunca foi meu

 
É na solidão que eu me encontro
e me invento através do silêncio
pelas palavras que descubro dentro do meu sentir
e lhes falo docemente, pintando-as no papel branco,
imaginando-as a mais bela tela da minha emoção,
transformo o alvo papel em paleta de múltiplas cores,
vou retirando uma a uma delicadamente
e crio palavra após palavra que se vão aconchegando
no meu anseio de poeta…

E as palavras tomam a forma do meu querer,
rimam nos versos que vão surgindo
como que por arte mágica
e fazem-se metáforas de sentimentos,
agrupam-se em estrofes de sensações
que bailam livres aos olhos de quem as lê
e fazem delas o poema dançado pela melodia
que lhes penetra fundo na alma
e pensam seu, o poema
que eu acabei de criar e já não é meu.

Observo a satisfação de quem o leu
E sorrio, feliz e realizado
Por transmitir um sentimento
em mim latente, para o/a leitor/a
o absorver com a ânsia do seu coração.

José Carlos Moutinho


 
Autor
zemoutinho
 
Texto
Data
Leituras
773
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
5 pontos
3
1
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
JCJ
Publicado: 22/11/2015 11:20  Atualizado: 22/11/2015 11:20
Da casa!
Usuário desde: 16/10/2015
Localidade: Rio de Janeiro
Mensagens: 368
 Re: Poema que nunca foi meu
Obrigado por vos ler.
Uma bela de uma declaração ao leitor.
Que empolgado só pode agradecer ao poeta.
Abraços.
Gostei muito da leitura.
JCJ


Links patrocinados