Sonetos : 

Orbe remido na Crença da Salvação

 





De encontro, arrojar-se sem alternativas, aos Inimigos,
pilhas de corpos ignorando ao redor os ali amontoados;
nauseabundo olor alastrado invadindo remotos postigos
no campo da Morte, tosca ruge visão d’olhar abismado.

Atormentada indiferença, brados da Terra não ouvirei;
o Silêncio lá resta, qu’ emana de despojados sepulcros,
imagens terríveis, vai entre cadáveres da maldita grei,
a’lma ao medo não cede, lev’ a Esperança nos fulcros.

S’a cada titubeante um passo estremeço, voltar granjeio,
abusa o Horror na pálida face, imóvel da cabeça meneio,
copiosos cadáveres de preito rendido, quase um gemido.

Tantas vozes d’Almas quantas se içam céleres aos cumes
a hora da Morte fatal exala a mórbida beleza dos gumes,
na Crença uma ferrenh’ afinal da Salvação d’Orbe remido.




 
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smerdilov
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