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Poemas : 

Reis cegos

 
Eis que,nascido do fantasma da sabedoria
De poucos,tão sábios e tolos
Me proponho a lhe ceifar
Vossa arma e escudo,vulgo,capacidade de raciocinar

Minhas asas admiraram,
Meu olhar temeram,
Minha voz ecoava por todo reino
Cântigos sobre bravura em meu nome Entoados eram
Cântigos sobre conquista,riqueza e sangue

Ali estava,com onipresença
Meus olhos se faziam atráves de servos fiéis e bajuladores
Peões,peões descartavéis...
Que jaz a morte a sua porta clamando por sua inutilidade
Nascidos para me servir até a morte
Que não seja eu teu algoz
Para que por ventura,não deixe este mundo com o mais tóxico ódio

Porém,minha altivez e orgulho trouxeram tremor
E contra mim se levantaram inimigos,
Fracos,um após outro permaneciam caindo
De mesmo modo,em mim crescia minha limitação
Meu orgulho...

O povo me temia,mas já não amava
Meus leais,voltaram a si próprios sua lealdade
Meus sábios,contra mim a sua sabedoria
Até que a roleta da conveniência de mim se apartou
E todo Estado contra mim se mobilizou

Com uma flechada,recebi aviso
Meu orgulho ferido,sangrava e ali permaneceu até sua morte
Jazia morto um rei,nascia um misterioso viajante
De aparência esdrúxula,fruto da minha derrota
Menos um olho,braço e humanidade,ferido como um cão

Pus a me vagar e escrever,
Na certeza de que me tornei a caça da caça
Agora caçadora
Com a unica sorte de encontrar a mãe morte,
Para que me diga como um reflexo de minha própria agonia
Que nenhum homem está livre de ser mortal

 
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neon
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