https://www.poetris.com/
 
Textos : 

O grande caderno azul - XXVII

 


XXVII

São uma hora e cinco minutos da madrugada de domingo do dia 28 de janeiro. - Tentei dormir, mas o sono não apareceu, então resolvi vim para a sala deitar no meu sofazinho para ler o maravilhoso livro que Junior emprestou-me.
02:15 Uma pausa para abrir a porta para o Patriarca chegou bêbado como um lorde inglês. De volta a leitura.
03:40 - Vou deitar-me. Obrigado Senhor! Redescobrindo as historias dos grandes sanguinários, mas parece-me que até agora o maior de todos foi Gengis Khan.

Manhã
São sete e trinta de uma man nublada e o friozinho gostoso - Minha cunhada amanheceu cobrando o parceiro., o congelador esta vazio e parece não ter nada. Ontem ela nem almoçou e nem jantou. - terminou o meu programa favorito Globo Rural. Vamos a viagem na historia dos grandes vilões.

Tarde
12:45 - Chegando em casa. Um pouco ébrio.

Manha nublada de terça-feira, 28 - O drama da luz, recebi o ultimato da CEMAR - estou aqui na oficina, não estou muito disposto para o trabalho. As mãos continuam tremulas. Enchi a cara ontem. Oh! Vida besta esta que estou vivendo. só bebendo. Mozaniel meu vizinho da Rua 24 me brinda com café com leite e um pão com manteiga. Meu amigo Berg mostrou-me um livro que emprestei-lhe, um romance condensado do grande escritor russo Leon Tolstói "Guerra & Paz" que ganhei da minha ex-amada Maday - volto para fazer as palavras cruzadas no jornal. Meu mal é que gosto de falar de mais e querer aparecer. Um grande defeito é embriagar-me acima do normal e deitar nas calçadas. Tudo quieto, movimento esparsos de veículos e raramente u transeuntes . Uma arrelia.

Dez e pouco de uma monótona manhã de terça-feira - Ontem nesse horário, eu enchia a cara na Praça do Bacurizeiro com a rapaziada. O primo de Tonto, o pedreiro me deu uma laranja. Uma irmãzinha que soldei não sei o que, não me lembro pagou-me os dois reais que me devia. Aleluia! Releio pela terceira vez "Les Miserables" - estou na parte em Monsieur Madeleine, le maire Jean Valjean chega ao tribunal de Arras para assumir a sua verdadeira identidade e salvar um inocente que era confundido com ele - O premio Nobel peruano Vargas Llosa ficou impressionado com este romance. Acho que Dostoiévski tenha lido também e o influenciou muito na sua consciência literária social. Raskolnikov é ao contrario de Jean Valjean - este ultimo condenado por roubar um pão para saciara a fome de seus sobrinhos famintos e miseráveis.
10:30 SE não fosse essa maldita ressaca e a preguiça, já tinha terminado a grade, mas tudo tem seu tempo. O forte odor de urina que exala do fundo da oficina. Nunca mais digitei nada, somente me embriagando-me sem necessidade e perder um dia de trabalho. Como posso pensar em vencer, que sou sempre um derrotado antes da hora. Maintenant je vais relire maitre Dickens
11:15 - Viva o mestre Dickens

São meia noite na sala da terceira Casa Bamba? Vila Embratel - todos deitados e eu lendo avidamente as 100 piores atrocidades - Hitler, Stálin e Mao são os principais vilões da historia

Manhã tépida de sol - a grade pronta a espera do dono que talvez nem venha hoje busca-la, deve estar de serviço.
- Nove e quarenta - Diz Seu Costa, meu vizinho o barbeiro da calçada, combinei com seu Riba para vim as onze horas - Portanto vou esperar. Quem era mais mal dos três acima citados? Eram personalidades fortes, impetuosos e objetivos, calculista e frios. Extremamente maus. Gengis Khan também não fica atrás, assim como Saddam Hussein e Kadafi - homens que se tornaram poderosos devido as suas características determinantes, buscavam o poder a qualquer custo para subjugar qualquer um que não concordasse com seus malévolos ponto de vista.
Voltamos a Sala do tribunal de Arras para assistimos a bravura de Jean Valjean assumido a sua verdadeira identidade para salvar um homem de um injustiça. Javert, o eterno inspetor inimigo gostou.

Sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Tarde
Um ressaca enjoada, cochilei no sofá velho do sofá e acordei de madrugada debaixo de um chuvisco, fiquei perambulando pela rua e pela praça, cochilei em cima de uma mesa de sinuca na praça do Viva e depois fui deitar-me no chão frio do terraço e entrei quando Professor saiu as cinco e meia para o colégio. Terminei o livro e comecei outro que achei na estante, acho que é de professor "O Condenado" de Bernard Cornweel.

 
Autor
r.n.rodrigues
 
Texto
Data
Leituras
442
Favoritos
1
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
11 pontos
1
1
1
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
samisee
Publicado: 24/03/2016 18:41  Atualizado: 24/03/2016 18:44
Super Participativo
Usuário desde: 05/03/2016
Localidade:
Mensagens: 149
 Re: O grande caderno azul - XXVII
Impressionante o realismo da sua narração.