Prosas Poéticas : 

Valsa dos silêncios

 
 
Sigo o latido dos

silêncios que correm

em debandada

Desperto no dia

insurgindo-me no valsar

de tantas gargalhadas que

teu sol irradia


Renova-se cada milagre

saltitando em sinfonias

doidas

sem rédias

silenciosamente selvagens

deambulando neste poema

ancorado em rebeldia


Descanso por fim

enfeitando a noite

estupefacta

tão solitária como a hora

que se despe no tempo

quase intacta


O perfume que o dia tece

em tuas pétalas trajadas

de primaveras

inunda de cor

as constelações docemente

iluminando todas as essências

viajando na minúcia deste poema

caiado de alegria

onde albergo a meiguice

ensurdecedora de um beijo

imergindo

delicadamente em ti

em soluços condimentados de euforia

que num instante breve

latindo

a todos embebeda e inebria


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Frederico
 
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 17/04/2016 21:17  Atualizado: 17/04/2016 21:17
 Re: Valsa dos silêncios
Valsemos. em sinfonia silenciosa, só os acordes
do coração
Abraço amigo

Enviado por Tópico
Upanhaca
Publicado: 18/04/2016 21:29  Atualizado: 18/04/2016 21:29
Usuário desde: 21/01/2015
Localidade: Lisboa/loures
Mensagens: 8307
 Re: Valsa dos silêncios
A vitalidade da vida precisa de “saltos em sinfonias doidas sem rédeas”-liberdade.
Lindo poema, gostei.
Abraço!
upanhaca