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Poemas : 

Deixei um fio de cabelo ser levado pelo vento

 
Mesmo dormindo, minha mente
não cessa suas avalanches
de pensamentos
um tanto quanto
torturantes.
Acordei com minha respiração
um pouco ofegante,
era inevitável
eu não balançar
minhas pernas,
tudo que eu queria
era epenas fechar
meus olhos e apagar
mas toda as vezes
em que fecho meus olhos
me vem a cena
onde eu acaricio
os sedosos cabelos
de Lari.

Meu cérebro e seus ratos
operários
projetam cenas
que ao menos
nem existem
e eles sabem
que eu queria
que existissem,
por isso insistem
em me deixar
pra
baixo,
em sequências de pensamentos
obsessivos
que provavelmente
nunca acontecerão.

Enrolei, deitado na cama
até as onze horas.
“Por favor, parem, apenas
por um momento.”
eu implorava aos ratos.
Me levantei
alcancei um livro do Bukowski
e vi como todos escritores
não passam de cretinos
e covardes,
acumulando sentimentos
como uma represa
preste a estourar,
deitado no sofá
olhando pro nada
tentando não pensar em nada
porém os ratos estão trabalhando
bem ultimamente, é carnaval
porque não tiram umas férias?
Toda essa água forçando a barragem
é como um urso crescendo
em uma gaiola de um pardal.

Esperando a ajudante
terminar de limpar meu quarto
pra eu poder abrir essa barragem
e quem sabe, salvar o delicado
pardal, mesmo achando
que ele já está morto
a um tempo.

Morte é tudo
o que consigo
pensar no final,
mas a solução
não está nela
ou está
mas prefiro
acreditar
que não,
pois me sinto
morto em algumas
noites solitárias
e não gosto
muito dessa sensação.

 
Autor
GabrielsChiarelli
 
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