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Poemas : 

No céu de Londrina

 
O som da minha
alma vem do piano
violinos e harpas.

Beijo

Sinto a língua
no céu da tua boca
a declarar 'te amo'
a noite inteira.

Penso poemas,
escrevo canções.
Embriago-me
com o vinho
que deixastes
antes de ir
embora.

Vagalumes

Vagalumes
Iluminaram
unhas afiadas
para arranhar
as costas
dos homens.
...
Estrelas descem
no pensamento
e no movimento
do mundo.

Ouço o som
dos sapatos
nas ruas.
...
Pássaros de Londrina

Os pássaros
de Londrina
voam em
bandos.

Brincam
em círculos;
ligam fios
de nuvens
aos cabelos
das fadas.

Os pássaros
de Londrina
não pousam
à beira-mar.

Seguem
os homens
que desejam
ser milionários
antes de morrer.

Asas abrem-se
orgulhosas,
rostos sorriem
no retrovisor.

Os pássaros
de Londrina
voam além
da linha
do Equador.
...
No avesso
do avesso
os dias
são cheios
de saudade.

Por amor,
peço-te.
Toque-me
sem pressa.

Reconstruo
o mundo
que ruiu
na face.

Nas esquinas
de Buenos Aires
pensei como seria
te encontrar
e dizer:
Olá, querido!

Sei que no futuro
terei saudades
do que sou hoje.

Danço na madrugada.

Faça frio
ou faça calor,
falo sozinho,
bebo vinho,
gargalho.

Grito palavrões
em chinês,
sento-me
na calçada.
Canto até
libertar
mágoas.

O riso solta-se,
redobra-se.
Embriagados
despem-se
nas ruas
no final
do mês.
...
No frio de Curitiba
enfrento um desafio:
Não ser congelado
na Rua das Flores

Os sonhos
seguem
até 2082.
Choverá
purpurina?

Doidamente.
passo pela vida
sem confessar ruínas.

Embora tenha
me desconstruído
para dar espaço
ao perdão.

Agora
celebro
a vida.

Não sou
perigoso,
amor.
Descanso
sob árvores.

Ouço o vento
nos cabelos
e nas saias
de Oxum.
...
Que bom seria
entrelaçar-me
no teu sonho.


Poemas em ondas deslizam nas águas.

 
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RaipoetaLonato2010
 
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