Não mais
As entregas e as flores,
Senão mais
Os caprichos.
Não mais
O libertar dos bichos,
Senão mais
Santos e andores.
Serão as promessas extintas,
Famintas serão as quimeras,
Diante das não-primaveras,
Das queixas e dores retintas.
Somente essa aranha é quem fia,
Ligeira e constantemente,
E prende a vida da gente
Às teias da dicotomia.
FSalvo