Várias urgências
Aquelas que tiram o sono por feitio
Uma súplica do corpo que paira no ar sem pulso. Grita grita e não é pego pela mão.
Várias urgências
Uma voz que falta ao pé do ouvido
Uma lembrança dos lábios tomados de café
Um som de quem cantarola a vida
Urgências de me sentir embalar por você
Dedos que se cruzam,
Colunas e tabelas preenchidos, a cor do móvel e dos olhos, o tom das paredes e da pele.
Tudo gira em tom de espera. Qual a cor da espera? E da urgência?
Várias urgências
A de saber que você vem
Que já não preciso te consumir como se fosse desaparecer
Um movimento banal para muitos, precioso para quem almeja
Várias urgências
É o apego que não espera, bate a porta e vem para ficar
Urgência de ter a vida correndo feito um rio,
Me banhar das suas águas
Encontrar as pedras
Ferir os pés
Tomar fôlego, encontrar a margem e depois voltar.
Várias urgências