Tenho na maldade do corpo
A peçonha mortal da gente
E no fino fio de um destino
Um velho diabo que farpo
No rubro olhar da serpente
Por dia meio beijo sem tino
A voz oca reza em lágrimas
Deitadas na pele doutro dia
Negra de dor na hora infeliz
Teus ecos nas mãos lídimas
Parem da palavra qu'dormia
O velho parágrafo aprendiz
E o vento sopra-me na alma
Os caminhos onde m'arrasto
Sedentos de destino tão nus
Das chagas o mar qu'acalma
Serena um toque que afasto
Do teu corpo de verbos crus