Poemas : 

Mal Parido (178ª Poesia de um Canalha)

 
Tenho na maldade do corpo
A peçonha mortal da gente
E no fino fio de um destino
Um velho diabo que farpo
No rubro olhar da serpente
Por dia meio beijo sem tino

A voz oca reza em lágrimas
Deitadas na pele doutro dia
Negra de dor na hora infeliz
Teus ecos nas mãos lídimas
Parem da palavra qu'dormia
O velho parágrafo aprendiz

E o vento sopra-me na alma
Os caminhos onde m'arrasto
Sedentos de destino tão nus
Das chagas o mar qu'acalma
Serena um toque que afasto
Do teu corpo de verbos crus


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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