| Enviado por | Tópico |
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| Rogério Beça | Publicado: 27/12/2025 11:18 Atualizado: 27/12/2025 11:33 |
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Tem qualquer coisa este poemeto, que me cativou.
Talvez a forma tenha tido um papel forte nisso. Tenho um apetite especial por poemas pequenos. Depois, o facto do título ser um neologismo também me agradou. O que acho mais interessante deste título é a forma como ele cria um novo verbo, baseado numa palavra que acho muita graça, o "...quase...". Esse "...quase...", assim, torna-se uma acção. Sem querer ir procurar significação ao dicionário, a palavra deixa-me sempre com uma sensação de incompletude e proximidade. Sempre que leio, ou penso em quase, fico sempre com a impressão de que algo não foi atingido. A mesma impressão mantenho, de estar perto. Já agora sobre o "...quase..." que, neste caso, é "quasear" tenho um poema que gostaria de partilhar: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=359583 Sobre este poema há uma certa simetria ente o primeiro e o último verso. Se partirmos a palavra em "quase-ar" ele, o ar, é o elemento primordial da respiração. Ou do respirar. Todo o poema é feito de verbos que envolvem alguma abstração, sendo o "...exclamar..." o mais evidente. Um acto de exaltação, de euforia. O "...agarrar..." é um verbo metamorfoseado, porque transforma as mãos em garras. Até o "...parar..." é a antítese do conceito de verbo em si, porque torna a acção em inacção. O "...respirar..." é inconsciente (até certo ponto), e a sua matéria, o ar, invisível (se puro). Então, tudo neste poema é quase, e andamos envolvidos nele, como o título tão bem sugere... Se quisermos... |
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