preciso parar de roubar estrelas
para enfeitar o seu rosto, esse vazio
o horizonte fica cada vez mais escuro
e o seu braço já não é tão seguro
já não sou boba para esperar
você não vê?
todos lá fora te chamando
mas acho que não posso te ter
leio os dogmas e os textos
paradoxos do seu paradeiro
esse vento aqui no quarto
já não faz mas frio
debaixo do mar vermelho
não sou esperto para adivinhar
qual peça que se soltou
enquanto você nunca mais voltou
sem um verão nesse seu corpo frio
ei, olha só esse rio
não dá pra entender
sério, por quê?
É o ferrão quem perturba a abelha.
Escrito por mim no dia 23/02/2026 em Brasília-DF.