Poemas -> Introspecção : 

Interpessoal (O Corvo Solitário)

 
no meu dedo que pousou um corvo
foi, foi no meu dedo
e lá eu vi um rochedo
bloqueando o meu olhar

nem tudo se resolve com
um pedido de desculpas, eu sei
não me lembro onde acordei
só sei que meu sonho não foi bom

falando com fantasmas
a tarde inteira
guiam-me para a fronteira
cercada por rostos e armas

enquanto o pior acontece
perco-me por aí, eu sei
tentando encontrar outra fuga
mas eu sei, não passará de uma fútil labuta
(você sabe que não adianta, né?)

tanto fez e tanto faz
não somos mais os mesmos
mas não olhamos mais para trás
não queremos ser sinceros, nunca mais


É o ferrão quem perturba a abelha.

Escrito por mim no dia 13/02/2026 em Brasília-DF.
 
Autor
Luxena
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