As cores difusas do universo,
Desenham o contorno do teu rosto.
Não sei até quando,
Mas sei que aqui,
Ao teu lado,
O tempo perde o sentido.
O que importa é a intensidade,
A verdade E a força,
De cada palavra.
O pulsar de cada instante.
Quero-o agora,
Sem medos,
Sem planos.
Apenas tu, eu,
E o Universo a desdobrar-se.
Queremos ser o eco do vento,
Nas folhas que ainda dançam,
E o reflexo do sol,
No vidro,
Que a chuva não conseguiu apagar.
Queremos arder como a lenha,
Que ilumina o silêncio da noite,
E ser a água que sacia a sede,
De quem não sabe o nome.
Queremos ser,
O primeiro som,
Que a garganta do mundo faz,
E a primeira palavra,
Que a boca da terra pronuncia.
Vamos…
Aprender a nascer,
Como a árvore que não pergunta,
O porquê,
E a morrer,
Como a folha que cai sem medo.
E no vazio onde as palavras morrem,
Remexer,
E encontrar o carvão que ainda arde,
E acender a chama,
Que iluminará,
O que ainda não tem nome.
No fim,
Queremos ser,
O silêncio entre as palavras,
O espaço onde o amor,
Ainda não tem nome próprio.
As cores difusas do universo uniu-nos,
Até quando ambos não sabemos,
Da minha parte,
Apenas sei,
Que me sinto bem a teu lado,
Não me importa o tempo,
Mas sim,
A qualidade e intensidade,
Com que esse é vivido.
Diogo Cosmo∞
DIOGO Cosmo ♾