Observo, como observo o amanhecer
olho a distância e não me reconheço
são nesgas difíceis de entender
uma estrada comprida, sem endereço.
Observo, sem me sustentar no ser
olho para o tempo suspenso
o intervalo entre o que julgo crer
e o mundo lá fora, está virado do avesso.
Ainda assim, permaneço à deriva da ausência.
Era tão fácil a poesia evoluir, era deixa-la solta pelas valetas onde os cantoneiros a pudessem podar, sachar, dilacerar, sem que o poeta ficasse susceptibilizado.
Duas caras da mesma moeda:
Poetamaldito e seu apêndice ´´Zulmira´´
Julia_Soares u...