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Sonetos : 

Amor...

 
O vocábulo amor anda de boca em boca
Num tempo em que a maldade impera,
A ganancia, inveja, e maledicência tosca
Meu Deus, em palavra vã, o amor degenera

Ridiculamente irrisório, atulha em troca
De holofote luzente na fartura,
Ou na mingua, assoberbante engenhoca
Num tempo sem cerejas, que seja sincera

A palavra amor, traga na lapela a esperança
Consiga fazer da vida bonança.
No olhar afeição, no canto da boca melodia


Então talvez o poeta arranque da alma
Os sentimentos que extorquiu da lama
E os resguarde p`ra sempre da ventania

Poesia de Antónia Ruivo


Era tão fácil a poesia evoluir, era deixa-la solta pelas valetas onde os cantoneiros a pudessem podar, sachar, dilacerar, sem que o poeta ficasse susceptibilizado.

Duas caras da mesma moeda:

Poetamaldito e seu apêndice ´´Zulmira´´
Julia_Soares u...

 
Autor
Antónia Ruivo
 
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Enviado por Tópico
Robertojun
Publicado: 08/06/2014 13:41  Atualizado: 08/06/2014 13:41
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Usuário desde: 31/01/2014
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Mensagens: 2188
 Re: Amor...
Olá, Antónia!

Lindo soneto.
Parabéns pela inspiração!

Abraço,
Roberto Jun