E o Rio de Janeiro continua lindo,
hoje teve barulho, teve correria, teve grito,
teve morte e continua tendo vida, entre o belo e o feio, o belo ainda predomina.
Ledo engano de quem acha que a tragédia de hoje vá tirar a beleza do Rio de Janeiro,
sabem porque, não é bom para ninguém que o Rio de Janeiro fique feio.
Há mais coisas entre a beleza e a feiura do Rio de Janeiro, parafraseando Shakespeare,
por isso, há uma necessidade mórbida que o Rio permaneça assim, belo e feio, mais que predomine o belo.
A beleza do Rio de Janeiro atrai riqueza, por outro lado, a feiura do Rio de Janeiro também atrai muita riqueza, só falta os governantes optarem por qual riqueza lutar.
É triste, muito triste ver um estado tão belo, sucumbir a um estado tão feio, porque na realidade o Rio de Janeiro anda de braços dados com a beleza e a feiúra num romance astral, parafraseando Raul Seixas.
O Rio de Janeiro não merece ser tratado tão mal, o feio tem que ser combatido para que o belo predomine, o feio tem que ser combatido, porém, a vida ainda tem que ser respeitada e valorizada, por isso, usem menos balas nas armas e mais flores nas mãos.
Os que podem, os que tem poder para fazer algo, que o façam, porém, entendendo que combater a feiura em detrimento da beleza do Rio de Janeiro não é e nunca será a solução, e todos sabemos que a beleza do Rio de Janeiro é o seu povo, esse povo tem que ser respeitado e entender também que o feio também tem o direito de ser julgado e não exterminado porque o extermínio só deixa claro que as armas e as balas estão substituindo as palavras, não devia ser o contrário?
Que pena, desculpa Rio de Janeiro, não estamos sabendo cuidar de você, da sua beleza.
Fcalmeida