Um café, para afagar a saudade,
De alguém que se ama de verdade.
Só se sente quando se ama,
porque o coração chama.
O coração não mente...
ele chora, ele grita, ele fala, só ele sente!
Ai o amor!
Essa tão sublime dor,
que dói e não cala.
Doce perfume que exala,
Doce aroma, amargo sabor!
Ele é doce e amargo, ou não é assim o amor?
Um café para dois, mas um sem açúcar.
Mais quentinho está o meu coração, e eu me enlevo como nenúfar,
Num lago a flutuar,
Ou então, como ave no céu a sobrevoar.
Eu sinto-me assim,
Por te querer bem perto de mim!
Dói se não estás perto,
E se perto estás, meu peito fica desperto.
Ao final de longas conversas,
Chegou o momento de seguir sem pressas.
Eu vou contigo e tu ficas comigo.
Abraças-me e beijas-me como castigo!
Castigo que desejo perpetuamente,
Um abraço e um beijo dados lentamente.
Nos despedimos, com um “até logo”.
Minha alma aquece com o fogo.
O fogo do amor que te quer.
Sinto que acertei em “bem-me-quer”,
Naquele jogo infantil com aquela flor.
Olha o que me fez o tão grande culpado amor!
Me fez apaixonar,
Pelo teu ser, falar e pensar!
Deixas-me desarmada.
A saudade controla e eu estou apaixonada!
Já é tarde para não querer.
Quando o sentimento me faz esquecer.
Esqueci-me, até de mim.
O teu suave, doce aroma, deixa-me assim.
Tua voz é a alegre melodia.
No meu peito fizeste magia...
Marcamos mais um café,
Por gosto, não cansa a fé,
Em ter aquele beijo de novo,
Mesmo em frente a todo um povo.
A ti eu me declaro,
O amor será sempre caro.
Amo-te, e amar é complicado,
Ás vezes parece pecado.
Ás vezes doloroso,
Mas tão saboroso…
Amei-te sem querer e sem querer eu te quis,
Amo-te, porque me fazes feliz.
Amo-te, só porque sim.
Amo-te porque cuidas de mim!
Agora, dá-me um abraço para matar a saudade…
Celebremos a reciprocidade!
Esquece o café por agora,
Eu não me vou embora,
Sem antes me dares um beijo…
…se for esse o teu desejo…
Quero repetir de novo esse sabor,
Saborear os teus lábios de licor
Estamos, agora de pé…
Se me beijares, talvez será depois do próximo café.