Poemas : 

A Casa dos Avós

 
A casa dos avós,
Onde o teto é céu e o chão é algodão,
Eu sinto o mesmo na casa da minha mãe!
A casa dos avós,
Onde descansa a alma e repousa o coração,
Eu sinto o mesmo na casa da minha mãe!
Onde as paredes são conforto e as janelas viagens,
Aquelas janelas em que viajamos no tempo, enquanto olhamos as paisagens!
Eu sinto o mesmo, na casa da minha mãe!
A casa dos avós!
Onde a família também fala em retratos,
E os quadros nunca são abstratos,
São cheios de realismo e de factos!
Eu sinto o mesmo na casa da minha mãe!
A casa dos avós,
Onde abundam panos de enfeite e tapetes no chão,
Sem beleza estonteante, mas dizem que é tradição!
Eu sinto o mesmo na casa da minha mãe!
A casa dos avós!
O cheiro caraterístico a óleo de cedro,
Mobília antiga, mas bem estimada,
A casa que já foi renovada,
Eu sinto o mesmo na casa da minha mãe!
A casa dos avós,
Onde se vêm rádios antigos e cassetes,
Os rádios ainda as lêem, são do tempo dos jet 7’s,
Existem discos de vinil e o rádio que as lê
Mas a agulha partiu-se, perdeu-se, não se vê…
Eu sinto o mesmo na casa da minha mãe!
A casa dos avós,
Cheia de jardins,
Cheia de flores e vasos, com rosas, orquídeas, jasmins!
Eu sinto o mesmo na casa da minha mãe,
Porque a casa onde vivi cheira á minha infância,
Tem tudo, tem cor , tem valor, tem uma rara fragância…
Por isso talvez, a casa dos avós,
A avó é também a minha mãe,
A minha mãe, dos meus filhos é avó,
De casa saí, mas não a deixo só
Naquela casa, no ar há calor
Porque é a casa dos avós,
Porque nela, mora o amor.


Anabela Barbosa Antunes

 
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anabeladeantunes
 
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