Se eu fosse alquimista,
Passaria a vida a transformar,
O chumbo que resta,
Da minha alma,
Em ouro feito de amor.
Eu buscaria a perfeição,
A pureza,
A luz,
Nem que fosse no infinito,
E deixaria para trás,
A escuridão e a dor.
Eu iria misturar,
As verdadeiras essências,
Da minha alma,
Com lágrimas de saudade,
E suspiros de paixão.
Eu adicionaria ainda,
A Esperança,
E a fé,
E deixava a mistura,
Em lume brando,
Ao calor,
Irradiado pelo meu coração.
Então,
A magia aconteceria,
O chumbo transformar-se-ia em ouro,
E a escuridão em luz.
Eu sentiria a transformação em todo o meu ser,
E a minha alma se elevar-se-ia,
Livre de preconceitos,
Invejas,
E sem medo,
Do desconhecido.
Eu seria o mestre,
Da minha própria transformação.
A minha vida seria,
A obra-prima da minha criação.
Eu seria o alquimista,
Do meu próprio destino,
E a minha alma seria,
A joia mais preciosa,
Do meu coração.
Mas…
Infelizmente,
Eu não sou alquimista,
E a minha alma,
É apenas um reflexo da realidade.
Mas eu posso sonhar,
Eu posso imaginar,
Pois a minha imaginação,
Leva-me sempre,
A lugares incríveis,
Que eu…
Mal consigo descrever.
O amor não morre,
Apenas muda de forma.
Quando a distância nos separa,
E o tempo nos leva,
O amor se transforma,
Em saudade,
Em lembranças,
Em momentos que voltam,
Sempre que os sonhos,
Nos visitam,
Durante a noite.
É no silêncio da noite,
Que a tua voz ecoa,
Um sussurro suave,
Um chamado de amor.
E eu respondo,
Com o meu coração,
Um grito de saudade,
Um lamento de dor.
Mas mesmo assim,
Eu encontro conforto,
Nas lembranças,
Do Muito ou do Pouco,
Que vivemos,
Do que sentimos.
E eu continuo a amar,
Mesmo na ausência,
Porque o amor verdadeiro…
Nunca morre.
Diogo Cosmo ∞
Cascais
17-08-2001
DIOGO Cosmo ♾