É com estas asas de vento,
Que me sinto plenamente livre,
É o teu calor que me faz subir,
E as nuvens que me fazem descer,
À realidade.
São nuvens que brilham no horizonte,
A esperança de um novo sonho,
Que provavelmente nada de novo me trará.
É o teu olhar mais brilhante do que o sol nascente,
Que me chama no horizonte.
Lanço-me ao mar,
Para que o sol,
Não me derreta as asas.
E agora que sou engolido,
Por um vasto Oceano,
Viajo…
Por entre cardumes de peixes,
Totalmente parados,
De olhares esbugalhados,
Incrédulos,
Com esta minha aparição.
São as bolhas,
Da minha respiração,
Que me dão a direção,
Que me guiam,
Que me sustentam,
E me trazem à superfície,
Para eu poder de novo voar,
E sonhar…
Sobre essas nuvens,
Feitas de algodão.
Diogo Cosmo ∞
Porto - Lisboa
10:51 08-06-2025
DIOGO Cosmo ♾