Sonhos para quê?
São sonhos que...
Não são sonhos.
O homem aprendeu,
A fabricar os seus próprios sonhos.
Já não há tempo para sonhar.
O sonho rouba-lhe o pouco tempo que tem,
Para tratar de tudo...
E de nada!
Sonhar,
Tornou-se num desperdício,
Desnecessário.
Já nem as crianças,
Perdem o seu tempo,
Com coisas,
Que não tem um objetivo,
Como nos jogos,
Tudo tem um objetivo.
O sonho,
Já não acompanha a vida…
A vida,
Essa que corre sem pausas,
Como um rio que corre para o mar.
A vida começa,
Sua corrida louca para...
A morte!
Tal e qual como o homem,
Que corre,
E se esquece,
De quem está à sua espera,
Na linha da meta.
Mas ele em segredo,
Em surdina reza,
Para atingir,
A eternidade.
Mas acaba por entropeçar,
Sempre na meta.
E assim é realmente,
Tudo é impossível,
Até se tornar realidade.
Diogo Cosmo ∞
Grilo, Lisboa
05-02-2026
DIOGO Cosmo ♾