as horas sólidas
na volta dos barcos
no regresso demorado vivem as mulheres despojadas
nos olhos dos filhos
assomam distâncias de areia
as gaivotas iradas
de asas tangentes
saúdam o ódio do mar
ouve-se ainda o sino tépido e grave
entoando a forma do tempo
lateja a dor nocturna de uma insónia de versos e orações
que se ouvem perenes nos montes contrários