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Na cidade de papel
há um papel amarrotado com vertigem de dor exangue delineando
Sementes férteis com cheiro
de terra molhada no quintal das flores
que se protegem do frio e da solidão
formatado de nuvens de algodão.
...
A vida colhe as sementes dolorosas
D'onde a metade de mim é dor
a outra também, o vento
e o tempo sopram na direção do oceano delicioso é o sol em seu ocaso que beija a terra
Vislumbrado é o horizonte que
Desenha no abismo a força motriz
que cá dentro vibra e mobilia as letras de um poema não escrito
Pois, a voz das mãos se cala
no despertar dos sonhos...
...
Na nascente que brota o leito do rio
Vagueia o que nos separam da margem e a silenciofagia que corre
é a mesma que nos une ao útero da terra
e nos fazendo brotar de novo em nome de um sentimento coberto
de sonhos ...
d'onde os laços se unem desenhando o coração do poema...
Inda que sangrando.
Ray Nascimento
Ray Nascimento
éh assim que chamam
minha Raynha.
A ela chamo de MÃE
minha vida
nem mesmo
sei se eh minha
eh por ela que eu vivo
motivo da minha alegr...