Poemas : 

Das ruinas d'alma

 
Das ruinas d'alma
 
Das ruínas d'alma venci a poesia silenciada
ao tocar as fases que a vida estilhaçada encobre
d'onde o destino seria o fracasso vital
que se viu num lamaçal mas, ergueu-se
entre a casa d'árvore e o p'além
do lago azul profundo celeste
na pintura na pele nua preterida.

...

Das ruínas a poesia brota entre pedra e cal
demonstrando que a esperança se reaviva
dos escombros dos sonhos que um dia
ficaram submersos e no porvir ressurgirão
das cinzas feito águia branca que conduz
seus filhotes a um lugar seguro
desenhado no universo desconhecido
ainda vibrando em terreno escalonado
com lágrimas de diamantes no desfiladeiro
negro dos meus olhos que estão depositadas
uma a uma no mais gélidos dos mármores
da fé inabalável do vai vencer todo
o império escalado nas lágrimas vertentes
no desrespeito da dor do luto que é o momento
de difícil convivência consigo mesma.
...

Há limites nesse abismo
que nos leva ao grande espelho
refletido n'alma que declama a poesia
da voz das mãos que transborda
a flor da pele do poema.

Ray Nascimento




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Ray Nascimento
éh assim que chamam
minha Raynha.
A ela chamo de MÃE
minha vida
nem mesmo
sei se eh minha
eh por ela que eu vivo
motivo da minha alegr...

Na solitude contida na voz da poesia silenciada
dorme o encanto que sublima cada letra
o abismo que existe e que alcança o coração
quase imortal-idade que o poema contém
nas vertentes do rio de águas líquidas
que se transformam em saudades sempiterna.
"A tua voz" rouca há um grito no silencio
que se ouve daqui na tríade fronteira Amazônidas.

Ray Nascimento

Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=384784 © Luso-Poemas
 
Autor
RayNascimento
 
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