Sonetos : 

Lúcida percepção

 
Foi numa manhã chuvosa qualquer
Que sorvia o gosto e cheiro do café
Bateu-me uma lúcida percepção
Se qualquer um pode por que eu não?

Foi numa tarde acalorada
Em que perdia o tempo com nada
Olhei em volta com atenção
Se qualquer um pode por que eu não?

Foi numa noite de estrelas
Que veio-me a tal certeza
Que hoje a chamo de inspiração

Acredite onde quer que esteja
Pois tudo depende de ação
Se qualquer um pode por que eu não?


Mauro A Evaristo

 
Autor
Mauro Antonio
 
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