Foi numa manhã chuvosa qualquer
Que sorvia o gosto e cheiro do café
Bateu-me uma lúcida percepção
Se qualquer um pode por que eu não?
Foi numa tarde acalorada
Em que perdia o tempo com nada
Olhei em volta com atenção
Se qualquer um pode por que eu não?
Foi numa noite de estrelas
Que veio-me a tal certeza
Que hoje a chamo de inspiração
Acredite onde quer que esteja
Pois tudo depende de ação
Se qualquer um pode por que eu não?
Mauro A Evaristo