Sonetos : 

Arranha-céus

 


pões-te palavra de ponta
venha quem lambe as nervuras
língua de fome, as fervuras
rasam céu de boca tonta

sabes de tapar fissuras
e outro céu a fenda a pronta
quer que subas sem ver conta
que a visão pede alturas

vais no verso à fundação
Ergues-te torre paixão
num poema que é já teu

quer sentir as nuvens brancas
e gritar de entre as ancas
quando lhe arranhares o céu


24-05-2026


 
Autor
AlexandreCosta
 
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