Poemas : 

Escrever ao som de... 2025

 
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Continuamos com a contagem decrescente para o término desta atividade, que tantos e tão bons poemas tem trazido ao nosso Luso. Da semana passada, destacamos os textos de fracafigura007, Alemtagus, Liliana Jardim, Benjamin Pó, agniceu, Aline Lima, Rogério Beça, AlexandreCosta, Alpha e Luxena. Falta pouco tempo, mas temos ainda espaço para todos os poemas que quiser enviar.

Vamos às canções de 2025?

A primeira chama-se "Pega" e é uma faixa indie rock com elementos synth pop, cujo ritmo e melodia contagiantes convidam a muitas escutas. Pertence ao álbum "Nenhuma Estrela", da banda brasileira Terno Rei, que se formou em 2010, em São Paulo, mantendo-se em atividade até hoje e contabilizando já quatro álbuns. “Quem sou eu pra ter razão?” – perguntam eles nesta canção, que fala sobre ilusões perdidas, a inexorabilidade do tempo e as convicções do coração que não sabemos como explicar. A ouvir com atenção.

A segunda canção é de Capicua, uma rapper portuguesa, conhecida não apenas pela sua música, mas também como escritora e ativista, tendo uma presença extremamente forte em todas as áreas em que se envolve. A canção que escolhemos chama-se "Chiaroscuro" e faz parte de um álbum com o desconcertante nome "Um gelado antes do fim do mundo". Nessa música, combina elementos eruditos com cultura popular, uma reflexão quase filosófica com uma linguagem de rua fortíssima. Vale a pena conhecer.

Terno Rei – "Pega"


Capicua – "Chiaroscuro"


O som está lançado. O poema, agora, é seu.

Nota: Caso não se identifique com nenhuma das canções sugeridas, pode inspirar-se numa outra, desde que seja do ano a que se refere o post.


 
Autor
Luso-Poemas
 
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Enviado por Tópico
Alemtagus
Publicado: 22/06/2026 18:41  Atualizado: 22/06/2026 18:41
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 Re: Escrever ao som de... 2025
Não morri ainda de ti veneno
Ou d'vento que me trespasse
Assim leve como pensamento
De um tal sentimento ameno
A deslizar doce pela tua face
Qual louco um amor sedento

A corda contorcida pela dor
Acaricia ao tempo pura tez
E a ti num beijo tom de sal
A alma já nua abre em flor
A mais bela qu'amor se fez
O sonho de morrer imortal

Jurav'a lua ser fiel só a ela
Que m'cega por improviso
Quase poeta cá m'escrevo
Em silêncio junto à janela
Onde via passar o sorriso
Deste beijo que lhe devo

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