Sempre fui um garoto da cidade
Mas foi numa roda viva de viola
Lá num rancho fora da realidade
Que vi o rosto simples sem estola
Senti meu rosto rubro só não sei
Se da fogueira ou do olhar fundo
Da morena vi as estrelas e pensei
No brilho mais lindo deste mundo
O estalido da madeira o berrante
Segredos protegidos pelo alvoredo
Revelados dentro de um eu distante
Agora vívidos dentro desse enredo
Na aurora o olhar molhado de sereno
Triste de saudade na canção modesta
Ouve o som da viola e num breve aceno
Se vai humilde com a alegria que lhe resta
Deus abençoe os passeios pelo interior
Carlos Correa