Poemas : 

Alvoredo

 
 
Sempre fui um garoto da cidade
Mas foi numa roda viva de viola
Lá num rancho fora da realidade
Que vi o rosto simples sem estola

Senti meu rosto rubro só não sei
Se da fogueira ou do olhar fundo
Da morena vi as estrelas e pensei
No brilho mais lindo deste mundo

O estalido da madeira o berrante
Segredos protegidos pelo alvoredo
Revelados dentro de um eu distante
Agora vívidos dentro desse enredo

Na aurora o olhar molhado de sereno
Triste de saudade na canção modesta
Ouve o som da viola e num breve aceno
Se vai humilde com a alegria que lhe resta

Deus abençoe os passeios pelo interior
Carlos Correa

 
Autor
Correa
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