A PAZ DA CONTRADIÇÃO
Sergio Oliveira
A vida guarda o destino
De quem caminha descalço
Na pureza de um menino
A correr no seu encalço
Passos falam de esperança
Nas pegadas no caminho
Guardam na carne a lembrança
De que na vida há espinho
Suor que no chão derrama
É adubo em forma de prece
É o sol a acender a chama
É fogo que a alma aquece
Por mais que esteja esquecido
Errante o olhar tão aflito
O sonho será mantido
E há de fazer-se infinito