Dentro do mar cerúleo,
um alfabeto íntimo
de peixes atravessa a lua
e escreve a sal
no trigo da tua pele.
Pela janela aberta,
as casas brancas afundam-se no mar
e nascem borboletas mudas
debaixo das pedras quentes.
Nada dizes.
O sol macio,
estio na tua boca.
Na mesa entardecida,
os figos esperam-nos.