Poemas : 

Estio

 
Dentro do mar cerúleo,
um alfabeto íntimo
de peixes atravessa a lua
e escreve a sal
no trigo da tua pele.

Pela janela aberta,
as casas brancas afundam-se no mar
e nascem borboletas mudas
debaixo das pedras quentes.

Nada dizes.
O sol macio,
estio na tua boca.

Na mesa entardecida,
os figos esperam-nos.

 
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Levant
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