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O mundo do sr. Con - samedi

 
Samedi, 27 de junho de 2026
A historia de seu Cinzay ou simplesmente Cinzento para os íntimos – um cão avançou selvagemente sobre ele no canto do Popó, na esquina da rua17 com a praça do Bacurizeiro. Um cão grande soltou-se a dona – encarou-o, o embate foi duro, contra golpeou a pernada a torto e a direito até que a Dona retornou o controle puxando-o pela coleira. Desculpou-se, mas a vontade de Cinzay ou simplesmente Cinzento para os íntimos, o homem que traçou todas mensabas para as portas e janelas das barracas do arraial era esbolachar a dona de tapas, mas se conteve. Faz um tempinho - encerrou com sua voz anasalada.
Uma borboleta perdida e nervosa adentra cegamente no atelier vindo da rua – algo alvissareiro – diria a sabia Sra. Vince – Do outro lado rente ao rego da Madeireira Bastos, as borboletinhas amarelas polinizavam as flores rasteiras.
- Então vou te deixar a vontade – desculpou-se a sra. Iva ainda careta levantando-se depois de moscar um pouco na cadeira de plastico e não encontrar nenhuma boa receptividade do poeta que avidamente as lia as últimas páginas de Greene.
- Já fui e vou de novo -reclamava tranquilamente o carroceirinho amarelinho sentado no varal com uma geladeira na horizontal.
- Tu tem cinquenta ai pra me dá? -perguntou outro amarelinho do lado a pé com a nota na mão estendida e sem parar..
O baixinho moreno com o reggae dentro da mochila a caminho do Popular – Hojé é feijoada e pode trazer os bandecos. Seu Milson, o pedreiro passou bem mais cedo. O velho pedreiro Sam, fichado numa empreiteira da Vale, num perrengue, a patroa telefonou e avisou que não tem nada e o mestre caiu no campo para arrecadar alguma coisa. Dinheiro somente no fim do mês. Concluiu “O Fator Humano” inspirado na vida real Kim Philby, agente secreto britânico que brandeou para os russos, casado com uma negra sul-africana. Começou “Alguma coisa mudou” de Joseph Heller (que nunca ouvira ou lera a seu respeito) – o medo de peidar e de se borrar, acelerou a sua vinda para a pensão, correndo literalmente para o sanitário, onde descarregou um barro ralado. Comprou as latinhas da sra. Vince no deposito de seu amigo da rua 14. Leu um pouco, cochilou e almoçou uma boa galinha cozida com feijão. Ele não se iludia a respeito das respostas (se houvesse alguma) das três editoras – a respeito do resto os originais de “O Mundo do Sr.Con” – ele não era nenhuma Garcia Marquez e nem os originais eram de “Cem Anos de Solidão” – Não tinha esperança de ve-lo publicado por alguma editora tradicional – o seu livro não era essas coisas que Hall(IA) apregoava.. o mundo editorial é canibalesco.





 
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efemero25
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