Poemas : 

zero

 

Tomada, a difusão pronunciada,
a calha, pesada
não pôde mais a chuva,
amparar..
.

Vastas...

das horas presas neste papel
página pérfida de cordel
fel
endereço de inferno
interno
sufocadas letras reviradas
despachadas
envoltas ao alvo transparente
móvel
indiferente
sombra de ar
cria de chalaças flamejantes
cultiva
o meu sonho a verter
pesadelo perder
à furtiva
pôr os pés ao chão
caminhar, então...

E,

destas trilhas escavadas
cólera essa, mapeada
são os passos escondidos
navalha
ensanguentado estou
por dentro
dor de momento
invento tormento
o aguento
real
poeira e sal
solidificam paredes
deserto de sede
ventania
apaga a luz pra eu não sair
escuro dos sentidos
frio a repartir
(vamos,
pegue um pouco!!)

não,
eu não me lembrei...

o tal do amor que não basta,
apregoado fogo à tinta nefasta
me faz derramar...
aos meus olhos de ousar,
apenas do cisco que caiu
e uma vez urdido


a retirar

 
Autor
Azke
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