estes braços nus
descendem de asas
e sobem por setas
de serena luz
que começa em frestas
e se abre em aluviões
de águas rasas e quietas
que escondem brasas
onde se enche a taça
de um risco irracional
como piões sem baraça
à espera do momento
em que os largará a mão
num chão de cristal
que se estilhaça
ao primeiro movimento