Há pouca coisa diferente,
o pó nos intervalos dos livros,
a chuva que teima em
tamborilar no parapeito da
janela do quarto,…
tu a olhares sem destino,
por entre um muro
de Brel que pulula,
no meio das lâminas
afiadas de luz,
que destroçam
a escuridão que sempre te batizou,…
não sei se voltarei,
digo-te o que imagino,
o que sei que não mudou,
e dificilmente será diferente
do real cristalizado
que sempre namoraste,…
mas ainda te leio ao longe,
e à ideia sem cor de saudade
que aperfeiçoas,
silenciosa